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Questão de Mão da criança (TARO 2009)

Ortopedia pediátricaMão da criançaTARO 2009

No polegar em gatilho da criança, deve-se realizar a abertura da polia

  1. A1, até os seis meses de idade.
  2. A2, até os seis meses de idade.
  3. A1, após um ano de idade.
  4. A2, após um ano de idade.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Polegar em gatilho (polegar em flexão) na criança. Apesar do nome, a criança raramente apresenta o "gatilho" (estalido) típico do adulto. O quadro mais comum é o polegar fixo em flexão da interfalângica, com um nódulo palpável na base do polegar (nódulo de Notta), na região da metacarpofalângica.

Fisiopatologia. Desproporção entre o tendão do flexor longo do polegar (espessado pelo nódulo) e a polia A1, que fica na região da metacarpofalângica. Não é uma deformidade presente ao nascimento na maioria dos casos (estudos de rastreamento em recém-nascidos quase não encontram), sendo considerada uma condição adquirida nos primeiros anos.

Diferenças em relação ao dedo em gatilho infantil. O dedo em gatilho (dedos longos) é muito mais raro, e frequentemente envolve outras causas anatômicas (como a inserção anômala do flexor superficial), exigindo mais que a liberação da polia A1.

História natural. Parte dos casos resolve espontaneamente, sobretudo os diagnosticados antes de 1 ano; estudos relatam taxas variáveis de resolução com observação prolongada.

Tratamento.

  • Observação e, às vezes, alongamento passivo e órtese em extensão.
  • Cirurgia (liberação da polia A1) quando o polegar permanece fixo, em geral após 1 ano de idade (muitos esperam até 2 a 3 anos), para evitar contratura permanente da interfalângica.
  • Cuidado com os nervos digitais, muito próximos da polia, especialmente o radial, que cruza obliquamente.
  • Resultados excelentes e recidiva rara.

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