No polegar em gatilho da criança, deve-se realizar a abertura da polia
- A1, até os seis meses de idade.
- A2, até os seis meses de idade.
- A1, após um ano de idade.
- A2, após um ano de idade.
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Conceito-chave
Polegar em gatilho (polegar em flexão) na criança. Apesar do nome, a criança raramente apresenta o "gatilho" (estalido) típico do adulto. O quadro mais comum é o polegar fixo em flexão da interfalângica, com um nódulo palpável na base do polegar (nódulo de Notta), na região da metacarpofalângica.
Fisiopatologia. Desproporção entre o tendão do flexor longo do polegar (espessado pelo nódulo) e a polia A1, que fica na região da metacarpofalângica. Não é uma deformidade presente ao nascimento na maioria dos casos (estudos de rastreamento em recém-nascidos quase não encontram), sendo considerada uma condição adquirida nos primeiros anos.
Diferenças em relação ao dedo em gatilho infantil. O dedo em gatilho (dedos longos) é muito mais raro, e frequentemente envolve outras causas anatômicas (como a inserção anômala do flexor superficial), exigindo mais que a liberação da polia A1.
História natural. Parte dos casos resolve espontaneamente, sobretudo os diagnosticados antes de 1 ano; estudos relatam taxas variáveis de resolução com observação prolongada.
Tratamento.
- Observação e, às vezes, alongamento passivo e órtese em extensão.
- Cirurgia (liberação da polia A1) quando o polegar permanece fixo, em geral após 1 ano de idade (muitos esperam até 2 a 3 anos), para evitar contratura permanente da interfalângica.
- Cuidado com os nervos digitais, muito próximos da polia, especialmente o radial, que cruza obliquamente.
- Resultados excelentes e recidiva rara.
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