A hemimelia fibular congênita geralmente é associada a
- varo do joelho.
- angulação póstero-lateral da tíbia.
- equinovaro do pé.
- coalizão tarsal.
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Conceito-chave
Hemimelia fibular congênita. É a deficiência longitudinal congênita mais comum dos ossos longos: a fíbula está hipoplásica ou ausente. Não é uma lesão isolada da fíbula, mas de todo o raio pós-axial do membro inferior, o que explica as múltiplas associações.
Classificação de Achterman e Kalamchi.
| Tipo | Descrição |
|---|---|
| IA | Fíbula curta, fise proximal distal ao nível da fise tibial |
| IB | Ausência parcial (30% a 50% do comprimento), sem suporte distal ao tornozelo |
| II | Ausência completa da fíbula |
Anomalias associadas.
- Tíbia curta com angulação anteromedial (com covinha cutânea no ápice).
- Fêmur curto; pode coexistir com deficiência femoral proximal focal.
- Joelho valgo (hipoplasia do côndilo lateral) e ausência ou hipoplasia dos cruzados.
- Tornozelo em bola e soquete (ball and socket), adaptação à coalizão subjacente.
- Pé equinovalgo, com ausência de raios laterais.
- Coalizão tarsal (sobretudo talocalcaneana) em grande parte dos casos.
Tratamento. Depende da discrepância prevista e da funcionalidade do pé. Amputação de Syme (ou Boyd) com protetização em pés não funcionais e grandes discrepâncias; alongamento e correções seriadas em discrepâncias moderadas com pé funcional (classificação de Paley orienta o tratamento com reconstrução do tornozelo).
Contraste com a hemimelia tibial. Na deficiência da tíbia, o pé tende a equinovaro e há instabilidade grave do joelho; na fibular, o pé tende a equinovalgo.
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