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Questão de Ossificação e crescimento (TARO 2009)

Ortopedia pediátricaOssificação e crescimentoTARO 2009

O fêmur curto congênito, sem ossificação entre a diáfise e a cabeça do fêmur após a maturidade óssea, é classificado por AITKEN como do tipo

  1. A..
  2. B.
  3. C.
  4. D.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Deficiência femoral focal proximal (DFFP) e a classificação de Aitken. É uma malformação congênita em que o fêmur proximal é hipoplásico ou ausente, resultando em um fêmur curto, frequentemente com deformidade em flexão, abdução e rotação externa do quadril, e com discrepância de membros importante. Associa-se com frequência a hemimelia fibular e a deficiências do LCA.

Classificação de Aitken (pela radiografia na maturidade). Considera a presença da cabeça femoral, do acetábulo e a continuidade entre a cabeça e a diáfise.

TipoCabeça femoralAcetábuloConexão cabeça-diáfise
APresenteNormalOssifica na maturidade (pode ficar em varo, com pseudoartrose subtrocantérica que consolida)
BPresenteAdequado ou levemente displásicoNão há conexão óssea na maturidade (pseudoartrose persistente)
CAusente ou rudimentarMuito displásicoSem conexão; fêmur muito curto
DAusenteAusenteFêmur curto e deformado, sem cabeça

Outras classificações. Gillespie e Torode (agrupam conforme a possibilidade de alongamento), Paley (orientada para a reconstrução).

Tratamento. Depende da discrepância prevista, da estabilidade do quadril e do joelho e do pé:

  • Discrepâncias moderadas com quadril estável: alongamentos (técnicas de Paley).
  • Discrepâncias grandes: amputação de Syme com prótese, artrodese do joelho, rotacionplastia de Van Nes (o tornozelo, girado 180 graus, passa a funcionar como joelho em uma prótese abaixo do joelho).

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