A etiologia mais provável do pé torto congênito é
- o desequilíbrio neuromuscular.
- o defeito do plasma germinativo.
- a herança multifatorial.
- a interrupção do desenvolvimento fetal.
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Conceito-chave
Etiologia do pé torto congênito idiopático. A causa exata não é conhecida. O modelo mais aceito é multifatorial: a interação entre predisposição genética (vários genes) e fatores ambientais.
Evidências genéticas.
- Agregação familiar: o risco é cerca de 20 a 30 vezes maior para irmãos de afetados; concordância maior em gêmeos monozigóticos (cerca de 33%) que em dizigóticos (cerca de 3%), mas não total, o que reforça a participação ambiental.
- Paradoxo de Carter: quando o sexo menos afetado (feminino) tem pé torto, o risco para os parentes é maior, característica da herança multifatorial com limiar.
- Genes associados: PITX1, TBX4, genes da via HOX e de contração muscular.
- Variação étnica (mais comum em polinésios, menos em chineses).
Fatores ambientais. Tabagismo materno (com interação gene-ambiente), oligoidrâmnio, amniocentese precoce, estações do ano (sugerindo fatores virais).
Teorias de mecanismo (não excludentes).
- Neuromuscular: alterações nos músculos posteromediais da perna (território do nervo tibial).
- Fibrose retrátil: aumento de colágeno e miofibroblastos nos tecidos mediais.
- Parada do desenvolvimento: o pé ficaria preso numa fase fetal de equino e varo (teoria de Böhm).
- Vascular: anomalias da artéria tibial anterior.
- Mecânica (posição intrauterina): explica o pé postural, mas não o pé torto rígido.
Formas não idiopáticas. Associadas a mielomeningocele, artrogripose e síndromes; mais rígidas e com maior recidiva.
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