No torcicolo muscular congênito, a abordagem cirúrgica proximal coloca em risco o nervo
- acessório.
- facial.
- hipoglosso.
- vago.
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Conceito-chave
Torcicolo muscular congênito. É a causa mais comum de torcicolo no lactente. Resulta da fibrose e encurtamento do músculo esternocleidomastoideo (ECM), possivelmente por compressão intrauterina ou síndrome compartimental do músculo durante o parto. Associa-se a outras deformidades posturais (displasia do quadril em cerca de 10% a 20%, metatarso aduto).
Quadro. Cabeça inclinada para o lado do ECM acometido e rodada para o lado oposto; nódulo ("tumor" do ECM) palpável nas primeiras semanas; plagiocefalia e assimetria facial se não tratado.
Tratamento conservador. Alongamento passivo orientado e posicionamento, com sucesso em mais de 90% quando iniciado no primeiro ano.
Cirurgia. Indicada quando a limitação persiste após cerca de 1 ano, com déficit de rotação acima de 15 a 30 graus ou assimetria facial progressiva.
- Liberação distal (unipolar): secção das cabeças esternal e clavicular perto da inserção inferior. Estruturas em risco: veia jugular externa, artéria e veia carótidas, ramos nervosos.
- Liberação bipolar: acrescenta a desinserção proximal, na inserção no processo mastoide, em casos mais graves ou crianças maiores.
Risco na liberação proximal. No lactente e na criança pequena, o processo mastoide é pouco desenvolvido, e o nervo facial sai do forame estilomastóideo em posição superficial, logo abaixo da inserção mastóidea do ECM. A dissecção proximal deve ficar junto ao osso para não lesá-lo. O nervo acessório, que entra no ECM no seu terço superior, também deve ser lembrado.
Diferencial. Torcicolo ósseo (Klippel-Feil, hemivértebras), ocular, por subluxação rotatória atlantoaxial (Grisel), tumores da fossa posterior.
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