Orto Questões

Questão de Outras fraturas na criança (TARO 2009)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaTARO 2009

A coxa vara congênita geralmente evolui com

  1. dor.
  2. claudicação.
  3. limitação da flexão do quadril.
  4. telescopagem positiva.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: –

Conceito-chave

Coxa vara congênita (do desenvolvimento). É a diminuição progressiva do ângulo cervicodiafisário do fêmur proximal (normal de cerca de 130 a 150 graus na criança), causada por um defeito na ossificação da porção inferomedial do colo femoral. Não está presente ao nascimento e geralmente aparece quando a criança começa a andar.

Diferenças com outras coxas varas. Não confundir com a coxa vara congênita associada à deficiência femoral focal proximal ou ao fêmur curto congênito, nem com a coxa vara adquirida (displasias esqueléticas, raquitismo, sequelas de infecção, Perthes, fraturas).

Quadro clínico.

  • Claudicação indolor iniciada com a marcha, frequentemente marcha de Trendelenburg (insuficiência dos abdutores pelo trocânter alto).
  • Na forma bilateral, marcha anserina e hiperlordose.
  • Discreta discrepância de membros (unilateral).
  • Limitação da abdução e da rotação interna do quadril. A flexão costuma estar preservada.
  • Dor é incomum.

Radiografia.

  • Ângulo cervicodiafisário diminuído.
  • Fragmento triangular de Fairbank na porção inferomedial do colo ("Y invertido").
  • Ângulo de Hilgenreiner-epifisário (HE): entre a linha de Hilgenreiner e a fise femoral proximal. Normal abaixo de 25 graus.

Tratamento conforme o ângulo HE.

Ângulo HEConduta
Abaixo de 45 grausTende a corrigir espontaneamente; observar
45 a 60 grausObservar e acompanhar a progressão
Acima de 60 grausOsteotomia valgizante subtrocantérica

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo