A coxa vara congênita geralmente evolui com
- dor.
- claudicação.
- limitação da flexão do quadril.
- telescopagem positiva.
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Conceito-chave
Coxa vara congênita (do desenvolvimento). É a diminuição progressiva do ângulo cervicodiafisário do fêmur proximal (normal de cerca de 130 a 150 graus na criança), causada por um defeito na ossificação da porção inferomedial do colo femoral. Não está presente ao nascimento e geralmente aparece quando a criança começa a andar.
Diferenças com outras coxas varas. Não confundir com a coxa vara congênita associada à deficiência femoral focal proximal ou ao fêmur curto congênito, nem com a coxa vara adquirida (displasias esqueléticas, raquitismo, sequelas de infecção, Perthes, fraturas).
Quadro clínico.
- Claudicação indolor iniciada com a marcha, frequentemente marcha de Trendelenburg (insuficiência dos abdutores pelo trocânter alto).
- Na forma bilateral, marcha anserina e hiperlordose.
- Discreta discrepância de membros (unilateral).
- Limitação da abdução e da rotação interna do quadril. A flexão costuma estar preservada.
- Dor é incomum.
Radiografia.
- Ângulo cervicodiafisário diminuído.
- Fragmento triangular de Fairbank na porção inferomedial do colo ("Y invertido").
- Ângulo de Hilgenreiner-epifisário (HE): entre a linha de Hilgenreiner e a fise femoral proximal. Normal abaixo de 25 graus.
Tratamento conforme o ângulo HE.
| Ângulo HE | Conduta |
|---|---|
| Abaixo de 45 graus | Tende a corrigir espontaneamente; observar |
| 45 a 60 graus | Observar e acompanhar a progressão |
| Acima de 60 graus | Osteotomia valgizante subtrocantérica |
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