Na doença de BLOUNT, a formação de barra óssea, segundo LANGENSKIÖLD, é característica do tipo
- III.
- IV.
- V.
- VI.
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Conceito-chave
Doença de Blount e a classificação de Langenskiöld. A tíbia vara infantil é um distúrbio de crescimento da porção posteromedial da fise tibial proximal, favorecido por marcha precoce, obesidade e varo fisiológico acentuado. A sobrecarga em compressão inibe o crescimento medial, e o varo progride.
Os seis estágios de Langenskiöld.
| Estágio | Achado radiográfico |
|---|---|
| I | Irregularidade metafisária medial, com bico |
| II | Depressão em sela do bico |
| III | Degrau metafisário, com cartilagem preenchendo o bico |
| IV | Degrau acentuado; a epífise desce e ocupa a depressão |
| V | Fenda na epífise medial (aspecto de "dupla epífise"); ponte parcial |
| VI | Barra óssea fisária medial estabelecida, com parada do crescimento medial |
Significado da barra óssea. Quando a fise medial forma uma ponte óssea entre a epífise e a metáfise, o crescimento medial cessa definitivamente, enquanto o lado lateral continua crescendo. O varo, então, piora inevitavelmente se não houver intervenção sobre a fise.
Tratamento conforme o estágio.
- Estágios iniciais em crianças pequenas: órtese ou osteotomia valgizante, que pode permitir a recuperação da fise.
- Estágios avançados (V e VI): osteotomia associada a ressecção da barra (com interposição de gordura ou cimento) e/ou epifisiodese lateral para equilibrar o crescimento; em casos com depressão do platô medial, elevação do platô.
Diferença com o varo fisiológico. O varo fisiológico é simétrico, corrige até cerca de 2 anos e não mostra alterações metafisárias; o ângulo metáfiso-diafisário de Levine e Drennan ajuda (acima de 16 graus sugere Blount).
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