No pé torto congênito tratado pela técnica de PONSETI, o fulcro de correção é na
- articulação calcaneocubóidea.
- borda anterior do maléolo lateral.
- tuberosidade do calcâneo.
- borda lateral do tálus.
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Conceito-chave
Pé torto congênito e o fulcro do método de Ponseti. O pé torto congênito idiopático tem quatro componentes, lembrados pela sigla CAVE: Cavo, Adução do antepé, Varo do retropé e Equino. No centro da deformidade está o calcâneo rodado medialmente sob o tálus, com o navicular desviado medialmente sobre a cabeça do tálus.
A lógica de Ponseti. O tálus fica fixo no encaixe do tornozelo; todo o resto do pé gira ao redor da cabeça do tálus. Por isso:
- Primeiro se corrige o cavo, supinando o antepé (elevando o primeiro raio) para alinhá-lo ao retropé.
- Depois, com o pé supinado, se abduz o antepé, usando o polegar como fulcro na face lateral da cabeça do tálus. Ao abduzir, o calcâneo roda lateralmente sob o tálus e o varo se corrige sozinho.
- Por fim, o equino é corrigido, quase sempre com tenotomia percutânea do tendão calcâneo (em cerca de 90% dos casos), seguida de gesso por 3 semanas.
- Órtese de abdução (botas com barra) por 23 horas por 3 meses e depois à noite até 4 anos, para prevenir recidiva.
O erro de Kite. Kite apoiava o polegar na articulação calcaneocubóidea. Isso trava o calcâneo e impede sua rotação lateral sob o tálus, mantendo o varo. Ponseti chamou esse equívoco de "erro de Kite".
Outros erros a evitar.
| Erro | Consequência |
|---|---|
| Pronar o antepé | Aumenta o cavo (pé em mata-borrão iatrogênico) |
| Dorsifletir antes de corrigir o varo | Pé em mata-borrão |
| Abandonar a órtese | Principal causa de recidiva |
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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