Na fratura proximal da tíbia da criança, o mecanismo mais comum é o trauma
- lateral, com o joelho em flexão.
- lateral, com o joelho em extensão.
- medial, com o joelho em flexão.
- medial, com o joelho em extensão.
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Conceito-chave
Fratura da metáfise proximal da tíbia na criança (fratura de Cozen). É a fratura metafisária proximal da tíbia em crianças de 3 a 6 anos, muitas vezes com desvio mínimo ou em galho verde, aparentemente banal. Sua fama vem da complicação descrita por Cozen: o valgo progressivo nos meses seguintes.
Mecanismo. Força aplicada na face lateral do joelho com o membro em extensão, como em quedas ou impactos (por exemplo, uma batida no joelho durante brincadeira). Isso gera valgo: a cortical medial falha em tensão, enquanto a lateral sofre compressão; a fíbula muitas vezes permanece íntegra.
Por que o valgo progride. As teorias incluem:
- Hiperemia e estímulo assimétrico da fise, com crescimento maior da porção medial (a mais aceita).
- Interposição de partes moles (pata de ganso, periósteo) no foco medial.
- Tração da fíbula íntegra, que segura o lado lateral.
- Redução inadequada do valgo inicial.
Evolução. O valgo aparece nos primeiros 6 a 12 meses e, em muitas crianças, regride espontaneamente em alguns anos. Por isso, a conduta inicial é expectante.
Conduta.
| Fase | Conduta |
|---|---|
| Aguda | Gesso inguinopodálico com o joelho estendido e moldagem em varo; explorar se a redução não fechar o lado medial |
| Valgo pós-fratura | Observação por anos, pois costuma remodelar |
| Valgo persistente e sintomático | Hemiepifisiodese medial guiada; osteotomia evitada pelo risco de recidiva |
Orientação à família. Avisar desde o início sobre a possibilidade de valgo evita conflitos e cirurgias precoces.
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