Na pseudartrose congênita da tíbia, segundo BOYD, o tipo III apresenta
- fratura ao nascimento.
- constrição em ampulheta da tíbia.
- neurofibroma intra-ósseo.
- cistos ósseos.
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Conceito-chave
Pseudartrose congênita da tíbia e a classificação de Boyd. É uma das condições mais desafiadoras da ortopedia pediátrica: a tíbia, geralmente no terço distal, apresenta arqueamento anterolateral e evolui para fratura que não consolida. Cerca de metade dos pacientes (ou mais) tem neurofibromatose tipo 1, e o tecido no foco é um hamartoma fibroso que impede a consolidação.
Diferenciar os arqueamentos da tíbia.
| Arqueamento | Significado |
|---|---|
| Anterolateral | Pseudartrose congênita (ou pré-pseudartrose), grave |
| Posteromedial | Arqueamento benigno, melhora espontaneamente, deixa discrepância |
| Anteromedial | Hemimelia fibular |
Classificação de Boyd.
| Tipo | Característica |
|---|---|
| I | Arqueamento anterior e defeito presente ao nascimento |
| II | Constrição em ampulheta da tíbia; fratura antes dos 2 anos; o mais comum, associado à NF1 |
| III | Cisto ósseo congênito, geralmente na junção dos terços médio e distal |
| IV | Segmento esclerótico sem estreitamento, com fratura de estresse |
| V | Fíbula displásica com pseudartrose, podendo afetar a tíbia |
| VI | Neurofibroma ou schwannoma intraósseo |
Tratamento. Antes da fratura: órtese para proteger a tíbia arqueada (nunca osteotomia corretiva, que gera pseudartrose). Após a fratura: ressecção ampla do hamartoma, enxerto autólogo e estabilização, com haste intramedular (Williams), fixador circular de Ilizarov ou fíbula vascularizada; técnicas combinadas (cross-union) melhoraram os resultados. Refratura é comum até a maturidade; em falhas repetidas, amputação de Syme pode dar melhor função.
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