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Questão de Displasias esqueléticas e síndromes (TARO 2007)

Ortopedia pediátricaDisplasias esqueléticas e síndromesTARO 2007

Na sinostose radiulnar proximal congênita tratada por osteotomia, há maior risco de síndrome compartimental quando

  1. a osteotomia for distal ao sítio da sinostose.
  2. houver derrotação acima de 60 graus.
  3. a osteotomia for fixada com placa e parafusos.
  4. for utilizada imobilização gessada.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Sinostose radioulnar proximal congênita. É a fusão congênita entre o rádio e a ulna proximais, por falha de segmentação no desenvolvimento embrionário. O antebraço fica fixo em pronação (de neutra até mais de 60 graus), sem pronossupinação. É bilateral em cerca de 60% dos casos.

Quadro clínico. Muitas crianças se adaptam bem, compensando com a rotação do ombro e do punho. O diagnóstico costuma ser tardio, quando se percebe dificuldade em atividades que exigem supinação (receber objetos com a palma para cima, segurar talheres, lavar o rosto) ou em antebraços com pronação extrema.

Tratamento. A mobilização da sinostose (ressecção com interposição) tem resultados ruins e recidiva. O procedimento padrão é a osteotomia derrotativa através da sinostose (ou do rádio e da ulna), para posicionar o antebraço em posição funcional:

  • Unilateral: posição neutra ou leve pronação (10 a 20 graus).
  • Bilateral: o dominante em leve pronação, e o outro em neutro ou leve supinação.

O risco da grande correção. Rodar o antebraço muitos graus de uma vez estira e torce os vasos (artéria radial, ulnar e interósseas) e comprime o conteúdo dos compartimentos. Correções acima de cerca de 60 graus associam-se a maior risco de síndrome compartimental, lesão vascular e lesão do nervo interósseo posterior (Simmons e colaboradores relataram complicações vasculares com grandes rotações). Por isso:

  • Limitar a correção em um tempo ou fazê-la em dois tempos.
  • Fasciotomia profilática em alguns casos.
  • Vigilância neurovascular rigorosa no pós-operatório.

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