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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (TARO 2007)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaTARO 2007

Na complicação da fratura em galho verde no antebraço, a refratura

  1. ocorre em média três meses após a fratura inicial.
  2. é mais comum em crianças acima de 12 anos de idade.
  3. é mais comum na extremidade distal do que na diáfise.
  4. ocorre principalmente na junção do calo ósseo com o osso normal.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Refratura do antebraço na criança. É a complicação tardia mais típica das fraturas do antebraço infantil: a refratura acontece mais depois das fraturas da diáfise do rádio e da ulna do que depois de qualquer outra fratura da criança, com taxas relatadas de 4% a 8%. Bould e Bannister mostraram que a fratura diafisária refratura cerca de oito vezes mais que a metafisária.

Por que a diáfise e o galho verde refraturam. A diáfise é osso cortical, com menos vascularização que a metáfise: consolida e remodela mais devagar. Na fratura em galho verde, uma cortical rompe e a outra apenas se encurva; o calo se forma sobretudo do lado roto, e a cortical encurvada fica fraca por mais tempo, embora a radiografia pareça consolidada. Por isso, na série de Schwarz, 84% das refraturas tinham começado como galho verde.

Quem refratura e quando. Tredwell encontrou refratura em média 6 meses depois da lesão original, três vezes mais em meninos e em crianças mais velhas, por volta dos 12 anos: elas voltam ao esporte com mais carga e remodelam menos que as pequenas. Fraturas dos terços médio e proximal da diáfise também têm risco maior.

Onde. A maioria passa pelo foco da fratura original, onde o calo ainda é imaturo; o traço pode também atravessar parte do osso íntegro ou só o osso íntegro, conforme a fase da consolidação, mas isso é menos comum.

Prevenção, que é o melhor tratamento. Gesso por 6 a 8 semanas e, depois, tala removível ou luva termoplástica por cerca de 2 meses, conforme a atividade, até as quatro corticais consolidarem. A refratura é rara enquanto a tala é usada, e os pais devem ser avisados do risco mesmo com radiografia de aparência boa.

Por que a resposta mudou. A prova não divulgou gabarito oficial desta questão. A resposta do site, baseada numa edição antiga do livro, era a A (três meses). No Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (9ª edição, cap. 9), o intervalo médio é de 6 meses e o perfil é o da criança mais velha, por volta dos 12 anos: por isso a resposta pela bibliografia passou a ser a B.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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