No trauma cervical na criança, a linha radiográfica de SWISCHUK avalia
- o os odontoideum.
- a invaginação basilar.
- a pseudoluxação C2-C3.
- a lesão do ligamento transverso.
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Conceito-chave
Pseudossubluxação C2-C3 e a linha de Swischuk. A coluna cervical da criança tem particularidades que podem simular lesão na radiografia. A mais conhecida é a pseudossubluxação (ou pseudoluxação) de C2 sobre C3 (e, menos, de C3 sobre C4).
Por que acontece. Até cerca de 8 anos:
- Frouxidão ligamentar maior.
- Facetas articulares mais horizontais, que permitem deslizamento anterior.
- Cabeça proporcionalmente grande e musculatura cervical fraca, com fulcro de flexão em C2-C3 (no adulto, C5-C6).
Na radiografia em perfil com flexão, C2 desliza anteriormente sobre C3 em até cerca de 40% das crianças normais, podendo chegar a 3 a 4 mm.
A linha de Swischuk. Traça-se uma linha da cortical anterior do processo espinhoso de C1 até a cortical anterior do processo espinhoso de C3 (linha espinolaminar posterior). Avalia-se a distância até a cortical anterior do processo espinhoso de C2:
- Até cerca de 1,5 a 2 mm: fisiológico (pseudossubluxação).
- Maior que 2 mm: sugere lesão verdadeira (por exemplo, fratura dos pedículos de C2, o "enforcado" infantil).
Swischuk descreveu o método para separar o deslizamento fisiológico do patológico.
Outras variantes normais da coluna cervical infantil.
| Achado | Normal na criança |
|---|---|
| Intervalo atlantodental | Até 4 a 5 mm (adulto, até 3 mm) |
| Acunhamento anterior dos corpos vertebrais | Aspecto em cunha até a adolescência |
| Sincondrose da base do odontoide | Visível até cerca de 6 anos; não confundir com fratura |
| Perda da lordose | Comum, pode ser postural |
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