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Questão de Lesões fisárias (TEOT 2022)

Ortopedia pediátricaLesões fisáriasTEOT 2022

Na fratura da mão na criança, as lesões fisárias ocorrem mais frequentemente

  1. nos metacarpos.
  2. nas falanges distais.
  3. nas falanges médias.
  4. nas falanges proximais.
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Gabarito: D · nas falanges proximais.

Conceito-chave

A lesão do ligamento colateral ulnar do polegar na criança. No adulto, a força em abdução (valgo) sobre a metacarpofalângica do polegar rompe o ligamento colateral ulnar (o "polegar do esquiador" ou do guarda-caça). Na criança, o ligamento é mais resistente que a fise e o osso: em vez de romper, ele arranca um fragmento da base da falange proximal, onde se insere na epífise.

A lesão resultante. Uma fratura Salter-Harris III da base da falange proximal do polegar, com um fragmento epifisário ulnar (às vezes Salter-Harris IV, se o traço chega à metáfise). É o equivalente pediátrico do polegar do esquiador.

Por que importa. O fragmento leva o ligamento junto: se ele estiver desviado ou rodado, a articulação fica instável (pinça fraca), e a superfície articular fica incongruente. Pode haver também a lesão de Stener equivalente: o fragmento com o ligamento fica preso fora da aponeurose do adutor e não volta ao lugar sozinho.

A comparação das estruturas.

EstruturaLesão típica
Colateral ulnarAvulsão epifisária ulnar da base da falange proximal (Salter-Harris III), pela abdução forçada
Placa volarAvulsão da base volar na hiperextensão
Adutor do polegarInsere-se no sesamoide ulnar e na base da falange; a sua aponeurose é a que se interpõe na lesão de Stener
Flexor curto do polegarInsere-se no sesamoide radial; raramente avulsiona

O tratamento. Fragmento sem desvio (menos de 1,5 a 2 mm) e articulação estável: gesso antebraquiopalmar com o polegar incluído por cerca de 4 semanas. Fragmento desviado ou rodado (mais de 2 mm, ou mais de 10% a 25% da superfície articular) ou instabilidade: redução aberta e fixação com fios ou parafuso, com reinserção do ligamento.

As fraturas da mão na criança. São muito comuns (até 25% das fraturas da criança), sobretudo na adolescência, por esporte e por trauma de porta (esmagamento da falange distal). As falanges fraturam mais que os metacarpos, e a falange proximal é a mais acometida, sobretudo a base da falange proximal do dedo mínimo (a fratura extra-oitava, Salter-Harris II com desvio ulnar). As lesões fisárias da mão ocorrem, portanto, com mais frequência na base das falanges proximais, onde ficam as fises. A rotação deve ser sempre conferida com os dedos fletidos (todos devem apontar para o escafoide), porque a má rotação não remodela.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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