Na fratura da mão na criança, as lesões fisárias ocorrem mais frequentemente
- nos metacarpos.
- nas falanges distais.
- nas falanges médias.
- nas falanges proximais.
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Conceito-chave
A lesão do ligamento colateral ulnar do polegar na criança. No adulto, a força em abdução (valgo) sobre a metacarpofalângica do polegar rompe o ligamento colateral ulnar (o "polegar do esquiador" ou do guarda-caça). Na criança, o ligamento é mais resistente que a fise e o osso: em vez de romper, ele arranca um fragmento da base da falange proximal, onde se insere na epífise.
A lesão resultante. Uma fratura Salter-Harris III da base da falange proximal do polegar, com um fragmento epifisário ulnar (às vezes Salter-Harris IV, se o traço chega à metáfise). É o equivalente pediátrico do polegar do esquiador.
Por que importa. O fragmento leva o ligamento junto: se ele estiver desviado ou rodado, a articulação fica instável (pinça fraca), e a superfície articular fica incongruente. Pode haver também a lesão de Stener equivalente: o fragmento com o ligamento fica preso fora da aponeurose do adutor e não volta ao lugar sozinho.
A comparação das estruturas.
| Estrutura | Lesão típica |
|---|---|
| Colateral ulnar | Avulsão epifisária ulnar da base da falange proximal (Salter-Harris III), pela abdução forçada |
| Placa volar | Avulsão da base volar na hiperextensão |
| Adutor do polegar | Insere-se no sesamoide ulnar e na base da falange; a sua aponeurose é a que se interpõe na lesão de Stener |
| Flexor curto do polegar | Insere-se no sesamoide radial; raramente avulsiona |
O tratamento. Fragmento sem desvio (menos de 1,5 a 2 mm) e articulação estável: gesso antebraquiopalmar com o polegar incluído por cerca de 4 semanas. Fragmento desviado ou rodado (mais de 2 mm, ou mais de 10% a 25% da superfície articular) ou instabilidade: redução aberta e fixação com fios ou parafuso, com reinserção do ligamento.
As fraturas da mão na criança. São muito comuns (até 25% das fraturas da criança), sobretudo na adolescência, por esporte e por trauma de porta (esmagamento da falange distal). As falanges fraturam mais que os metacarpos, e a falange proximal é a mais acometida, sobretudo a base da falange proximal do dedo mínimo (a fratura extra-oitava, Salter-Harris II com desvio ulnar). As lesões fisárias da mão ocorrem, portanto, com mais frequência na base das falanges proximais, onde ficam as fises. A rotação deve ser sempre conferida com os dedos fletidos (todos devem apontar para o escafoide), porque a má rotação não remodela.
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