Na fratura proximal do rádio da criança maior de 10 anos de idade, a angulação máxima aceita para o tratamento conservador é de
- 15 graus.
- 30 graus.
- 45 graus.
- 60 graus.
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Conceito-chave
A fratura do colo do rádio na criança. Na criança, a cabeça do rádio é em grande parte cartilaginosa, e a força de uma queda com o cotovelo estendido em valgo se concentra no colo e na fise (geralmente Salter-Harris II ou fratura metafisária). A cabeça bascula lateralmente. O pico é entre 9 e 10 anos.
A classificação de O'Brien (pela angulação).
| Tipo | Angulação | Conduta |
|---|---|---|
| I | Até 30° | Imobilização curta e mobilização precoce |
| II | 30° a 60° | Redução fechada ou percutânea |
| III | Mais de 60° | Redução percutânea ou intramedular (Metaizeau); aberta se falhar |
Por que a rotação sofre mais. A cabeça do rádio gira dentro do ligamento anular e contra a incisura radial da ulna e o capítulo na pronossupinação. Qualquer deformidade, hipertrofia ou perda de congruência afeta diretamente essa rotação, enquanto a flexão e a extensão, que dependem sobretudo da articulação umeroulnar, ficam relativamente preservadas.
As sequelas.
- Perda da pronação: a mais frequente; a supinação também pode diminuir, mas menos.
- Cabeça hipertrofiada ou deformada (a mais comum das alterações radiográficas), incongruente com o capítulo e com a ulna.
- Necrose da cabeça: mais comum depois de redução aberta.
- Sinostose radioulnar proximal: a pior sequela funcional, com bloqueio total da rotação; ligada à redução aberta e ao trauma de alta energia.
- Fechamento precoce da fise: encurtamento discreto do rádio e cúbito valgo leve.
Como reduzir as sequelas. Aceitar até cerca de 30° de angulação, reduzir de forma fechada ou percutânea (técnica de Metaizeau, com haste intramedular), evitar a redução aberta sempre que possível (é o maior fator de mau resultado) e mobilizar cedo.
A idade e o limite de angulação. O potencial de remodelação da cabeça do rádio depende do crescimento restante:
- abaixo de 10 anos: aceita-se até cerca de 30° a 45° de angulação, conforme a referência, com bom resultado;
- acima de 10 anos: o potencial cai, e o limite passa a ser de cerca de 30°.
Além da angulação, contam a translação da cabeça e, sobretudo, a rotação do antebraço no exame (sob anestesia, se preciso): se a pronação e a supinação estão livres, o tratamento conservador é aceitável mesmo perto do limite.
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