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Questão de Fraturas da clavícula e do úmero proximal na criança (TARO 2013)

Ortopedia pediátricaFraturas da clavícula e do úmero proximal na criançaTARO 2013

Na fratura da clavícula na criança, as do terço médio têm prevalência de

  1. 10% a 21%.
  2. 25% a 34%.
  3. 46% a 58%.
  4. 76% a 85%.
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Gabarito: D · 76% a 85%.

Conceito-chave

A epidemiologia das fraturas na criança. As fraturas são muito comuns na infância: cerca de um terço das crianças sofre pelo menos uma fratura até os 16 anos. A distribuição por local é bem conhecida e ajuda a entender a prática da ortopedia pediátrica.

As fraturas mais frequentes na criança e no adolescente (aproximadamente).

LocalFrequência aproximada
Rádio distal (e antebraço distal)A mais comum, cerca de 20 a 35%
Mão (falanges e metacarpos)Cerca de 15 a 20%
ClavículaCerca de 10% (cerca de 11% na série de Guarniero e colaboradores)
Cotovelo (supracondiliana, côndilo lateral)Cerca de 10%
Tíbia e fíbulaCerca de 10%
FêmurMenos de 2%

A fratura da clavícula na criança.

  • É a fratura mais comum do recém-nascido (no parto, sobretudo na distocia de ombro e em bebês grandes). Pode ser confundida com a paralisia braquial obstétrica (pseudoparalisia) ou coexistir com ela.
  • Na criança maior, ocorre por queda sobre o ombro.
  • Quase sempre no terço médio.
  • Consolida rapidamente, com um calo volumoso que remodela em meses. Os pais devem ser avisados sobre o "caroço" do calo.

O tratamento. Quase sempre conservador: tipoia simples (ou nada, no recém-nascido, apenas cuidado no manuseio) por 2 a 4 semanas. A imobilização em oito não traz vantagem sobre a tipoia e é desconfortável. A cirurgia fica para casos raros: fratura exposta, pele ameaçada, lesão neurovascular e, em discussão, adolescentes perto da maturidade com grande encurtamento.

As lesões da extremidade medial. Na criança e no adolescente, as "luxações esternoclaviculares" são, na maioria, descolamentos epifisários da extremidade medial da clavícula, cuja fise é a última a fechar (por volta dos 23 a 25 anos). Os desvios posteriores exigem tomografia e redução urgente, pela proximidade dos grandes vasos e da traqueia.

A localização das fraturas da clavícula na criança.

  • Terço médio: a grande maioria, cerca de 76 a 85% (cerca de 80%). É a parte mais fina da clavícula, onde a curvatura muda e onde não há inserções musculares ou ligamentares que a protejam.
  • Terço lateral (distal): cerca de 10 a 15%. Na criança, muitas são descolamentos fisários ou fraturas em que o periósteo (o "tubo periosteal") fica preso aos ligamentos coracoclaviculares, e a remodelação é grande.
  • Terço medial: menos de 5%. Geralmente descolamentos epifisários da extremidade medial.

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