Na fratura da clavícula na criança, as do terço médio têm prevalência de
- 10% a 21%.
- 25% a 34%.
- 46% a 58%.
- 76% a 85%.
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Conceito-chave
A epidemiologia das fraturas na criança. As fraturas são muito comuns na infância: cerca de um terço das crianças sofre pelo menos uma fratura até os 16 anos. A distribuição por local é bem conhecida e ajuda a entender a prática da ortopedia pediátrica.
As fraturas mais frequentes na criança e no adolescente (aproximadamente).
| Local | Frequência aproximada |
|---|---|
| Rádio distal (e antebraço distal) | A mais comum, cerca de 20 a 35% |
| Mão (falanges e metacarpos) | Cerca de 15 a 20% |
| Clavícula | Cerca de 10% (cerca de 11% na série de Guarniero e colaboradores) |
| Cotovelo (supracondiliana, côndilo lateral) | Cerca de 10% |
| Tíbia e fíbula | Cerca de 10% |
| Fêmur | Menos de 2% |
A fratura da clavícula na criança.
- É a fratura mais comum do recém-nascido (no parto, sobretudo na distocia de ombro e em bebês grandes). Pode ser confundida com a paralisia braquial obstétrica (pseudoparalisia) ou coexistir com ela.
- Na criança maior, ocorre por queda sobre o ombro.
- Quase sempre no terço médio.
- Consolida rapidamente, com um calo volumoso que remodela em meses. Os pais devem ser avisados sobre o "caroço" do calo.
O tratamento. Quase sempre conservador: tipoia simples (ou nada, no recém-nascido, apenas cuidado no manuseio) por 2 a 4 semanas. A imobilização em oito não traz vantagem sobre a tipoia e é desconfortável. A cirurgia fica para casos raros: fratura exposta, pele ameaçada, lesão neurovascular e, em discussão, adolescentes perto da maturidade com grande encurtamento.
As lesões da extremidade medial. Na criança e no adolescente, as "luxações esternoclaviculares" são, na maioria, descolamentos epifisários da extremidade medial da clavícula, cuja fise é a última a fechar (por volta dos 23 a 25 anos). Os desvios posteriores exigem tomografia e redução urgente, pela proximidade dos grandes vasos e da traqueia.
A localização das fraturas da clavícula na criança.
- Terço médio: a grande maioria, cerca de 76 a 85% (cerca de 80%). É a parte mais fina da clavícula, onde a curvatura muda e onde não há inserções musculares ou ligamentares que a protejam.
- Terço lateral (distal): cerca de 10 a 15%. Na criança, muitas são descolamentos fisários ou fraturas em que o periósteo (o "tubo periosteal") fica preso aos ligamentos coracoclaviculares, e a remodelação é grande.
- Terço medial: menos de 5%. Geralmente descolamentos epifisários da extremidade medial.
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