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Questão de Côndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criança (TARO 2012)

Ortopedia pediátricaCôndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criançaTARO 2012

A causa mais comum de sinostose dos ossos do antebraço após a lesão de MONTEGGIA é a

  1. enxertia autóloga dos dois ossos.
  2. lesão por trauma de alta energia com exposição óssea.
  3. redução não anatômica com diminuição do espaço interósseo.
  4. utilização de parafuso longo cruzando a membrana interóssea.
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Gabarito: B · lesão por trauma de alta energia com exposição óssea.

Conceito-chave

A lesão de Monteggia na criança. É a fratura da ulna (ou a deformidade plástica) associada à luxação da cabeça do rádio. A classificação de Bado separa os tipos pela direção da cabeça do rádio (I anterior, o mais comum na criança; II posterior; III lateral; IV com fratura do rádio também), e a de Letts detalha a lesão da ulna na criança. O tratamento é a redução da ulna (fechada ou com haste intramedular ou placa), que reduz e mantém a cabeça do rádio.

A sinostose radioulnar pós-traumática. É a formação de uma ponte óssea entre o rádio e a ulna, que bloqueia a pronossupinação. Os fatores de risco:

FatorMecanismo
Trauma de alta energia com cominuição e fratura expostaLesão extensa de partes moles e da membrana interóssea, grande hematoma entre os ossos
Fraturas dos dois ossos no mesmo nívelHematoma contínuo entre os ossos
Lesão da membrana interósseaCaminho para a ossificação
Traumatismo craniano associadoFavorece ossificação heterotópica
Fatores cirúrgicosAcesso único para os dois ossos, enxerto ósseo ou parafusos no espaço interósseo, cirurgia tardia

Na lesão de Monteggia, a sinostose é mais associada ao trauma de alta energia com exposição óssea.

A prevenção. Acessos separados para o rádio e a ulna; evitar enxerto e parafusos no espaço interósseo; fixação estável com mobilização precoce.

O tratamento da sinostose. Se a ponte bloqueia a rotação em posição funcional ruim, faz-se a ressecção com interposição (gordura, fáscia, silicone) e, às vezes, radioterapia ou anti-inflamatórios para evitar a recidiva; ou uma osteotomia derrotativa para deixar o antebraço em posição funcional (leve pronação).

A redução não anatômica que diminui o espaço interósseo limita a rotação por outro motivo (impacto entre os ossos), mas não é a principal causa de sinostose.

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