A fratura triplanar do tornozelo na criança tem aparência radiográfica nas incidências em AP e perfil, respectivamente, de lesão fisária tipo SALTER-HARRIS
- III e II.
- II e III.
- II e IV.
- III e V.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
As fraturas de transição do tornozelo. A fise distal da tíbia não fecha toda de uma vez: o fechamento começa no centro, avança para medial e termina na parte anterolateral, ao longo de cerca de 18 meses (entre 12 e 15 anos nas meninas, 14 e 18 nos meninos). Nesse período, a parte lateral ainda aberta é o ponto fraco, e surgem as fraturas de transição: a de Tillaux e a triplanar.
A fratura triplanar. O traço passa em três planos:
- sagital: vertical pela epífise, até a articulação;
- axial (transverso): horizontal pela fise ainda aberta lateralmente;
- coronal: vertical pela metáfise posterior da tíbia.
O que cada incidência mostra.
| Incidência | Aspecto |
|---|---|
| AP (e mortalha) | Traço sagital pela epífise: aparência de Salter-Harris III |
| Perfil | Traço coronal pela metáfise posterior: aparência de Salter-Harris II |
| Combinação | Em três dimensões, comporta-se como um Salter-Harris IV |
Os tipos. A triplanar pode ter dois, três ou quatro fragmentos, conforme os traços se cruzam; a de dois fragmentos com fíbula íntegra é a mais comum. O mecanismo é a rotação externa do pé.
A tomografia e o tratamento. A tomografia é obrigatória para medir o degrau articular e planejar. A regra é: desvio articular maior que 2 mm (degrau ou diástase) indica redução anatômica, fechada ou aberta, com fixação por parafusos (epifisários e metafisários, paralelos à fise). Como a fise está quase fechada, o risco de deformidade por parada de crescimento é baixo, e o objetivo principal é a congruência articular, para evitar artrose.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo