O trauma do antebraço da criança causado por mecanismo de hiperpronação associa-se à fratura
- transversa isolada do rádio.
- do rádio e da ulna no mesmo nível.
- do rádio e da ulna em níveis diferentes.
- do rádio com luxação radiulnar proximal.
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Conceito-chave
A hiperpronação é uma força de torção, e os traços do rádio e da ulna ajudam a reconhecer esse componente. Fraturas em níveis diferentes são um sinal de rotação importante; quando os traços estão no mesmo nível, o capítulo descreve pouca rotação. Essa é a relação que sustenta a alternativa C da banca, mas há uma ressalva importante para a alternativa D.
O antebraço funciona como uma unidade: o rádio gira em torno da ulna, e os dois ossos estão ligados pelas articulações radioulnares e pela membrana interóssea. No osso imaturo, a força pode produzir deformidade plástica ou galho verde, em vez de uma fratura completa. A deformidade angular de um galho verde pode ser a expressão visível de uma rotação; por isso corrigir só o ângulo, sem considerar a torção, pode deixar parte do problema (Rockwood e Wilkins, 9ª ed., cap. 9, “Galho verde: a angulação é uma rotação”).
A regra do capítulo liga ápice dorsal a hiperpronação, corrigida por supinação; ápice volar a hipersupinação, corrigida por pronação. O recurso de rodar a palma para o ápice ajuda a lembrar a manobra. É preciso distinguir o ápice da direção para a qual o fragmento distal se deslocou: as expressões não nomeiam necessariamente o mesmo lado. Para traços no mesmo nível e com pouca torção, o molde de três pontos ganha importância.
Nem toda hiperpronação produz o mesmo padrão. Ao discutir fratura de um osso só, o corpo do resumo associa forças importantes de hiperpronação a fratura isolada acompanhada de luxação radioulnar distal ou proximal. Assim, a alternativa D também tem apoio no texto consultado. Não é correto rejeitá-la dizendo que seria uma pronação dolorosa por tração: ela descreve uma fratura com luxação, uma lesão diferente.
A consequência prática é examinar as duas extremidades do antebraço. Uma fratura isolada do rádio exige olhar a radioulnar distal; a fratura isolada da ulna pede conferir o alinhamento da cabeça radial. O gabarito C fica preservado, com a distinção entre o padrão rotacional dos dois ossos e as fraturas-luxações que a mesma família de forças também pode produzir.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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