Nas fraturas diafisárias estáveis do fêmur acima dos 11 anos de idade, o tratamento definitivo recomendado é
- fixação externa biplanar.
- osteossíntese com placa DCP.
- osteossíntese intramedular rígida com entrada trocantérica.
- tração esquelética por três semanas seguida de gesso pélvico-podálico.
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Conceito-chave
O adolescente com fratura diafisária estável do fêmur precisa de uma fixação que mantenha o alinhamento em um paciente maior e com menos capacidade de compensar deformidades pelo crescimento. Acima dos 11 anos, a opção principal descrita é a haste intramedular rígida bloqueada com entrada trocantérica lateral (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, O tratamento pela idade).
A entrada faz parte da indicação. Não basta escolher uma haste rígida qualquer: a entrada piriforme deve ser evitada com a fise aberta, porque ameaça a irrigação da cabeça femoral. O resumo identifica a artéria cervical ascendente lateral como principal fonte da epífise, vulnerável na incisura trocantérica. As hastes de entrada lateral e a dissecção restrita à face lateral do trocânter procuram reduzir esse risco (seção A haste rígida e a cabeça femoral).
A placa submuscular e o fixador externo não são métodos errados em si. A placa tem papel importante em padrões instáveis no comprimento e nos terços proximal ou distal. O fixador é útil quando as partes moles impedem a fixação interna, na exposição grave ou no controle de danos. A questão, porém, apresenta uma fratura estável do adolescente e pergunta pelo tratamento definitivo recomendado.
A tração seguida de gesso é uma estratégia de outra fase da infância. Acima de 12 anos, o capítulo a afasta pelo risco de encurtamento e consolidação viciosa; não é a escolha habitual para resolver definitivamente a fratura proposta.
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