Na fratura diafisária do fêmur da criança, o maior percentual de remodelação óssea ocorre devido
- à translação fragmentar.
- à reorientação rotacional.
- ao crescimento no local da fratura.
- à reorientação fisária e crescimento longitudinal.
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Conceito-chave
Depois de uma fratura, o fêmur infantil pode melhorar sua angulação enquanto cresce. A maior parcela dessa remodelação não vem apenas do calo no foco: vem das fises, que participam do crescimento longitudinal e da reorientação progressiva do osso. Na observação de Wallace e Hoffman citada pelo resumo, 74% da remodelação foi fisária; o restante, aposicional no foco (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, Sequelas).
Há, portanto, dois locais de correção. O foco pode mudar seu contorno pela remodelação aposicional. Ao mesmo tempo, o crescimento fisário reorienta o segmento ao longo do tempo e responde pela maior participação na correção angular estudada. A questão pede essa participação predominante, e não se o foco tem alguma capacidade de remodelação.
O plano do desvio também importa: a correção é melhor no plano de movimento da articulação vizinha, de modo que as angulações anterior e posterior corrigem mais rapidamente que varo e valgo. Isso explica por que não se deve transportar a mesma tolerância para todos os planos.
Remodelação angular não é sinônimo de correção rotacional. No adolescente mais velho, não se espera remodelação rotacional significativa, e a rotação deve ser controlada na redução. Tampouco se deve confundir remodelação com translação, que descreve a posição de um fragmento em relação ao outro, e não o mecanismo de crescimento responsável pela maior parte da correção.
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