Nas luxações posteriores do cotovelo da criança, a fratura mais frequentemente associada é a
- do colo do rádio.
- da cabeça do rádio.
- do epicôndilo medial.
- do processo coronóide.
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Conceito-chave
A avulsão medial e a luxação compartilham o mesmo caminho de forças. O epicôndilo medial é uma apófise de tração, onde se originam a massa flexora-pronadora e o colateral ulnar. Um trauma em valgo pode arrancar essa origem óssea enquanto permite que o cotovelo luxe. Isso explica por que o epicôndilo medial aparece com tanta frequência entre as fraturas associadas à luxação posterior pediátrica.
O resumo o coloca em primeiro lugar entre essas fraturas, com valores em torno de 55% a 60% conforme a série e o denominador adotado. Coronoide, cabeça e colo do rádio também podem fraturar e precisam ser procurados, mas não ocupam o primeiro lugar perguntado. Uma lesão ser importante para a estabilidade não significa que seja a mais frequente.
Os números ainda podem ser apresentados no sentido inverso: aproximadamente metade das fraturas do epicôndilo medial se associa à luxação. Isso responde a “quantas fraturas vêm com luxação”, enquanto esta questão pergunta “qual fratura aparece mais nas luxações”. São populações de partida diferentes.
A consequência prática é procurar o núcleo do epicôndilo antes e depois de reduzir. Se não estiver em sua posição habitual, é preciso excluir encarceramento. Uma redução que parece boa externamente pode continuar incongruente por causa de um fragmento dentro da articulação.
Leia “As fraturas associadas” no resumo da Biblioteca e depois “Exame e imagem” da fratura do epicôndilo. O primeiro trecho estabelece a frequência; o segundo mostra o que essa associação obriga a procurar na avaliação.
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