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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (TARO 2022)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaTARO 2022

Na avaliação de lesão neurológica nas fraturas do antebraço da criança, pedimos para a criança fazer o sinal de “OK” com o indicador e o polegar para investigar a função do nervo

  1. ulnar.
  2. musculocutâneo.
  3. interósseo anterior.
  4. interósseo posterior.
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Gabarito: C · interósseo anterior.

Conceito-chave

Ao pedir que a criança faça um círculo com as pontas do polegar e do indicador, o examinador está procurando um movimento específico, não apenas verificando se ela consegue aproximar os dedos. O sinal de OK exige o flexor longo do polegar e a porção do flexor profundo que atua no indicador. O resumo os coloca, junto do pronador quadrado, no território do nervo interósseo anterior (Rockwood e Wilkins, 9ª ed., cap. 9, “Nervos: pedra, papel, tesoura e OK”).

Para enxergar o fundamento do teste, separe as ações: a ponta do polegar precisa fletir, e a ponta do indicador também. São os tendões flexores longos que permitem formar esse contato entre as pontas. Já abrir os dedos, estendê-los ou movimentar o cotovelo solicita outros grupos musculares. O aspecto lúdico facilita a colaboração, mas cada brincadeira só tem valor se o examinador souber qual ação está observando.

O capítulo organiza o exame com pedra, papel, tesoura e OK. A pedra reúne ações do mediano; o papel solicita extensores do território radial; a tesoura observa os intrínsecos do território ulnar. Para o interósseo posterior, a avaliação inclui extensão dos dedos e do polegar. Por isso os nomes anterior e posterior não são detalhes intercambiáveis: aqui, anterior está ligado aos flexores do teste, enquanto posterior se relaciona à extensão. O gesso cobrindo os dedos pode dificultar essa última avaliação.

Um gesto não substitui o exame neurovascular. O resumo recomenda avaliações seriadas e documentadas, incluindo pulsos radial e ulnar e enchimento capilar. A função observada na chegada precisa ser comparada com a função depois do tratamento, para distinguir uma lesão do trauma de uma alteração surgida durante a redução ou imobilização. Muitas lesões associadas são neuropraxias e melhoram, mas isso não dispensa registrar o déficit e acompanhá-lo.

O musculocutâneo pertence a outro nível desse mapa: no braço, passa pelo compartimento anterior e se relaciona com o braquial, cuja metade medial recebe sua inervação. A flexão do cotovelo e a pinça entre as pontas dos dedos não são a mesma tarefa motora (Rockwood, 10ª ed., cap. 37, “Anatomia aplicada” e “Via anterolateral”).

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