Nas fraturas do anel pélvico da criança, conforme a classificação de TORODE e ZIEG modificada, considera-se instável
- os tipos I e II.
- os tipos III-A, III-B e IV.
- os tipos III-B e IV.
- somente o tipo IV.
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Conceito-chave
A classificação de Torode e Zieg. É a classificação mais usada para as fraturas da pelve na criança. Ela considera a estabilidade do anel pélvico.
| Tipo | Descrição |
|---|---|
| I | Fraturas por avulsão das apófises (espinhas ilíacas, tuberosidade isquiática) |
| II | Fraturas da asa do ilíaco, sem romper o anel |
| III | Fraturas simples do anel, estáveis (um ramo púbico, disjunção da sínfise) |
| IV | Ruptura do anel, com segmento instável |
As subdivisões. As subdivisões variam um pouco entre as fontes.
- A modificação de Shore divide o tipo III em IIIA (fratura simples do anel anterior) e IIIB (fraturas estáveis do anel anterior e posterior).
- Algumas referências usadas no Brasil, como a indicada pela prova, subdividem o tipo IV pelo padrão da ruptura:
- IVa: fratura bilateral dos ramos púbicos (fratura em sela ou "straddle"), que deixa um fragmento central flutuante;
- IVb: fratura do anel anterior associada a lesão posterior (sacroilíaca ou sacral);
- IVc: fratura que cria um segmento instável entre o anel anterior e o acetábulo.
Por que a fratura bilateral dos ramos é do tipo IV. Com os quatro ramos fraturados, o fragmento central (com a sínfise) perde a ligação com o resto do anel. Ele é puxado para cima pelo reto do abdome. O anel fica rompido, e por isso a lesão entra no grupo de ruptura, e não no das fraturas simples do tipo III.
O que importa além da classificação.
- A energia do trauma é alta. As lesões associadas (cranianas, abdominais, torácicas e urológicas) determinam a mortalidade, mais que a pelve.
- Na fratura em sela, há alto risco de lesão da uretra e da bexiga.
- A maioria das fraturas da pelve infantil é tratada sem cirurgia. As instáveis do tipo IV, sobretudo com lesão posterior desviada, podem precisar de fixação.
A modificação de Shore e a estabilidade. Shore e colaboradores modificaram a classificação de Torode e Zieg dividindo o tipo III:
- IIIA: fratura simples do anel anterior (ramos púbicos ou sínfise), com o anel posterior íntegro.
- IIIB: fratura do anel anterior e posterior.
- IV: ruptura do anel com segmento instável.
Os tipos IIIB e IV acometem o anel em dois pontos (anterior e posterior), e por isso são agrupados como lesões de maior instabilidade e maior gravidade, com mais transfusões, lesões associadas e necessidade de cirurgia. Os tipos I, II e IIIA são estáveis. A nomenclatura exata de "estável" para o IIIB varia entre as fontes, mas a referência da prova agrupa IIIB e IV como instáveis.
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