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Questão de Fraturas do tornozelo na criança (TEOT 2024)

Ortopedia pediátricaFraturas do tornozelo na criançaTEOT 2024

Na fratura do tornozelo na criança, segundo DIAS-TACHDJIAN, o mecanismo de trauma em que a fíbula permanece intacta é o de

  1. supinação-inversão.
  2. supinação-flexão plantar.
  3. supinação-rotação interna.
  4. pronação-eversão-rotação externa.
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Gabarito: B · supinação-flexão plantar.

Conceito-chave

A classificação de Dias-Tachdjian descreve as fraturas do tornozelo da criança pelo mecanismo, como a de Lauge-Hansen no adulto: o primeiro termo é a posição do pé, e o segundo, a força aplicada.

Os padrões:

supinação-inversão: no grau I, descolamento Salter-Harris I ou II da fíbula distal; no grau II, Salter-Harris III ou IV do maléolo medial;

supinação-flexão plantar: Salter-Harris II da tíbia distal com fragmento metafisário posterior; a fíbula costuma ficar intacta;

supinação-rotação externa: Salter-Harris II da tíbia com espícula posterior e traço espiral; no grau II, fratura espiral da fíbula;

pronação-eversão-rotação externa: Salter-Harris II da tíbia com fragmento lateral e fratura transversa ou curta alta da fíbula.

As fraturas transicionais (Tillaux e triplanar) foram acrescentadas depois.

Por que importa: o mecanismo indica a manobra de redução (fazer o movimento contrário) e as lesões a procurar. As fraturas Salter-Harris III e IV do maléolo medial são as que mais formam barra fisária e varo.

A rotação interna não é uma categoria clássica dessa classificação.

A classificação de Dias-Tachdjian em resumo.

MecanismoLesão da tíbiaFíbula
Supinação-inversãoGrau II: Salter-Harris III ou IV do maléolo medialGrau I: descolamento da fíbula distal
Supinação-flexão plantarSalter-Harris II com fragmento metafisário posteriorIntacta (em geral)
Supinação-rotação externaSalter-Harris II com espícula posterior, traço espiralGrau II: fratura espiral
Pronação-eversão-rotação externaSalter-Harris II com fragmento lateralFratura transversa ou curta alta

Por que a fíbula fica intacta na supinação-flexão plantar. A força é aplicada no plano sagital: o pé em flexão plantar empurra a epífise da tíbia para trás, e o traço sai pela metáfise posterior. Não há componente de rotação ou de inversão que carregue a fíbula, que fica íntegra. A redução é feita com o movimento contrário: dorsiflexão e tração.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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