Na fratura do tornozelo na criança, segundo DIAS-TACHDJIAN, o mecanismo de trauma em que a fíbula permanece intacta é o de
- supinação-inversão.
- supinação-flexão plantar.
- supinação-rotação interna.
- pronação-eversão-rotação externa.
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Conceito-chave
A classificação de Dias-Tachdjian descreve as fraturas do tornozelo da criança pelo mecanismo, como a de Lauge-Hansen no adulto: o primeiro termo é a posição do pé, e o segundo, a força aplicada.
Os padrões:
supinação-inversão: no grau I, descolamento Salter-Harris I ou II da fíbula distal; no grau II, Salter-Harris III ou IV do maléolo medial;
supinação-flexão plantar: Salter-Harris II da tíbia distal com fragmento metafisário posterior; a fíbula costuma ficar intacta;
supinação-rotação externa: Salter-Harris II da tíbia com espícula posterior e traço espiral; no grau II, fratura espiral da fíbula;
pronação-eversão-rotação externa: Salter-Harris II da tíbia com fragmento lateral e fratura transversa ou curta alta da fíbula.
As fraturas transicionais (Tillaux e triplanar) foram acrescentadas depois.
Por que importa: o mecanismo indica a manobra de redução (fazer o movimento contrário) e as lesões a procurar. As fraturas Salter-Harris III e IV do maléolo medial são as que mais formam barra fisária e varo.
A rotação interna não é uma categoria clássica dessa classificação.
A classificação de Dias-Tachdjian em resumo.
| Mecanismo | Lesão da tíbia | Fíbula |
|---|---|---|
| Supinação-inversão | Grau II: Salter-Harris III ou IV do maléolo medial | Grau I: descolamento da fíbula distal |
| Supinação-flexão plantar | Salter-Harris II com fragmento metafisário posterior | Intacta (em geral) |
| Supinação-rotação externa | Salter-Harris II com espícula posterior, traço espiral | Grau II: fratura espiral |
| Pronação-eversão-rotação externa | Salter-Harris II com fragmento lateral | Fratura transversa ou curta alta |
Por que a fíbula fica intacta na supinação-flexão plantar. A força é aplicada no plano sagital: o pé em flexão plantar empurra a epífise da tíbia para trás, e o traço sai pela metáfise posterior. Não há componente de rotação ou de inversão que carregue a fíbula, que fica íntegra. A redução é feita com o movimento contrário: dorsiflexão e tração.
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