Na fratura da diáfise do fêmur na criança, o acometimento na região proximal comparado à distal faz com que a redução seja
- mais fácil de controlar e a deformidade residual mais tolerável.
- mais fácil de controlar e a deformidade residual menos tolerável.
- mais difícil de controlar e a deformidade residual mais tolerável.
- mais difícil de controlar e a deformidade residual menos tolerável.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Uma fratura alta do fêmur é mais difícil de manter reduzida, mas sua deformidade residual pode ser mais tolerável que a de uma fratura distal. Não há contradição: controlar os fragmentos durante a consolidação e tolerar o alinhamento que ficou são problemas diferentes.
No terço proximal, o fragmento proximal fica em flexão pelo iliopsoas, abdução pelos abdutores e rotação lateral pelos rotadores externos curtos. Essas forças desviam o fragmento em mais de um plano e dificultam alinhá-lo e mantê-lo na posição. Na diáfise média há compensação parcial pelos adutores e extensores; mais distalmente, muitos músculos permanecem no mesmo fragmento, com menor alteração do proximal (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, Os músculos decidem o desvio).
A tolerância residual segue outra lógica. Perto do joelho, a compensação da deformidade é limitada, e os critérios para a fratura distal são mais rigorosos. A deformidade proximal é mais tolerada nessa comparação, embora continue sendo necessário obter uma redução adequada. Isso não autoriza aceitar qualquer angulação, rotação ou encurtamento: idade e plano do desvio também importam.
O ponto decisivo é guardar as duas relações separadamente: proximal significa controle mais difícil; distal significa menor tolerância à deformidade residual.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo