Na osteocondrite dissecante juvenil do joelho, a imagem na ressonância magnética ponderada em T2 que implica em instabilidade do fragmento é
- o edema ósseo no fragmento osteocondral.
- a perda da continuidade da superfície articular.
- o edema ósseo no osso subcondral adjacente.
- o hipersinal entre a lesão e o osso subcondral adjacente.
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Conceito-chave
O que é a osteocondrite dissecante (OCD). É uma lesão do osso subcondral: um segmento de osso logo abaixo da cartilagem sofre necrose ou falha de ossificação, por microtraumas repetitivos, e pode se separar do osso vizinho levando a cartilagem por cima. No joelho, o local clássico é a face lateral do côndilo femoral medial. A forma juvenil acontece com a fise aberta e tem prognóstico muito melhor que a forma adulta.
A pergunta que decide o tratamento: o fragmento está estável?
- Estável: a cartilagem está íntegra e o fragmento continua preso ao leito. Na forma juvenil, o tratamento é conservador (restrição de impacto por 3 a 6 meses), com cicatrização em cerca de metade a dois terços dos casos.
- Instável: existe uma fenda entre o fragmento e o osso, por onde entra líquido sinovial. O líquido impede a consolidação, e o fragmento tende a se soltar. A indicação passa a ser cirúrgica: perfurações, fixação ou, se o fragmento já se soltou, técnicas de reconstrução.
Como a ressonância mostra a instabilidade. Em T2, o líquido aparece branco (hipersinal). Se há uma linha de hipersinal com intensidade de líquido entre a lesão e o osso subcondral, é sinal de que o líquido articular atravessou a cartilagem e chegou à interface: o fragmento está instável. É o critério clássico (De Smet).
| Sinal na RM (T2) | Significado |
|---|---|
| Linha de hipersinal tipo líquido na interface | Principal sinal de instabilidade |
| Cistos atrás da lesão | Instabilidade, sobretudo se grandes ou múltiplos |
| Defeito focal na cartilagem com líquido | Instabilidade |
| Fratura da placa subcondral | Instabilidade |
| Edema ósseo no fragmento ou no leito | Inespecífico; frequente também em lesões estáveis |
Um cuidado na forma juvenil. Em crianças, a interface pode ter hipersinal por tecido de granulação ou cartilagem não ossificada, sem que haja líquido. Por isso critérios mais rigorosos valorizam a linha tão brilhante quanto o líquido e cercada por uma segunda linha de baixo sinal, ou múltiplas rupturas da placa subcondral. Mesmo assim, para a prova, o achado clássico é a linha de hipersinal na interface.
Associação lembrada: o menisco discoide lateral altera a carga no compartimento lateral e se associa à OCD do côndilo lateral, um local atípico.
Na prova: instabilidade na RM = hipersinal em T2 entre a lesão e o osso subcondral.
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