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Questão de Joelho da criança (TARO 2023)

Ortopedia pediátricaJoelho da criançaTARO 2023

Na osteocondrite dissecante juvenil do joelho, a imagem na ressonância magnética ponderada em T2 que implica em instabilidade do fragmento é

  1. o edema ósseo no fragmento osteocondral.
  2. a perda da continuidade da superfície articular.
  3. o edema ósseo no osso subcondral adjacente.
  4. o hipersinal entre a lesão e o osso subcondral adjacente.
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Gabarito: D · o hipersinal entre a lesão e o osso subcondral adjacente.

Conceito-chave

O que é a osteocondrite dissecante (OCD). É uma lesão do osso subcondral: um segmento de osso logo abaixo da cartilagem sofre necrose ou falha de ossificação, por microtraumas repetitivos, e pode se separar do osso vizinho levando a cartilagem por cima. No joelho, o local clássico é a face lateral do côndilo femoral medial. A forma juvenil acontece com a fise aberta e tem prognóstico muito melhor que a forma adulta.

A pergunta que decide o tratamento: o fragmento está estável?

  • Estável: a cartilagem está íntegra e o fragmento continua preso ao leito. Na forma juvenil, o tratamento é conservador (restrição de impacto por 3 a 6 meses), com cicatrização em cerca de metade a dois terços dos casos.
  • Instável: existe uma fenda entre o fragmento e o osso, por onde entra líquido sinovial. O líquido impede a consolidação, e o fragmento tende a se soltar. A indicação passa a ser cirúrgica: perfurações, fixação ou, se o fragmento já se soltou, técnicas de reconstrução.

Como a ressonância mostra a instabilidade. Em T2, o líquido aparece branco (hipersinal). Se há uma linha de hipersinal com intensidade de líquido entre a lesão e o osso subcondral, é sinal de que o líquido articular atravessou a cartilagem e chegou à interface: o fragmento está instável. É o critério clássico (De Smet).

Sinal na RM (T2)Significado
Linha de hipersinal tipo líquido na interfacePrincipal sinal de instabilidade
Cistos atrás da lesãoInstabilidade, sobretudo se grandes ou múltiplos
Defeito focal na cartilagem com líquidoInstabilidade
Fratura da placa subcondralInstabilidade
Edema ósseo no fragmento ou no leitoInespecífico; frequente também em lesões estáveis

Um cuidado na forma juvenil. Em crianças, a interface pode ter hipersinal por tecido de granulação ou cartilagem não ossificada, sem que haja líquido. Por isso critérios mais rigorosos valorizam a linha tão brilhante quanto o líquido e cercada por uma segunda linha de baixo sinal, ou múltiplas rupturas da placa subcondral. Mesmo assim, para a prova, o achado clássico é a linha de hipersinal na interface.

Associação lembrada: o menisco discoide lateral altera a carga no compartimento lateral e se associa à OCD do côndilo lateral, um local atípico.

Na prova: instabilidade na RM = hipersinal em T2 entre a lesão e o osso subcondral.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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