Na fratura do terço lateral da clavícula na criança, a indicação cirúrgica mais frequente é
- a exposição da fratura.
- o comprometimento vascular.
- o desvio posterior significativo.
- o comprometimento neurológico.
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Conceito-chave
As fraturas do terço lateral da clavícula na criança. Muitas são, na verdade, descolamentos da fise distal (pseudoluxação acromioclavicular). A clavícula sai do tubo periosteal, como de dentro de uma luva, mas o tubo e os ligamentos coracoclaviculares continuam presos ao lugar, inseridos no periósteo. A partir desse periósteo, o osso se refaz, e a clavícula "nova" se forma no lugar certo; a extremidade desviada é reabsorvida.
A diferença com o adulto.
| Aspecto | Criança | Adulto |
|---|---|---|
| Lesão típica | Descolamento epifisário com periósteo íntegro | Fratura com lesão dos coracoclaviculares |
| Consolidação | Rápida, com grande remodelação | Alto risco de pseudartrose nos tipos instáveis |
| Tratamento | Quase sempre conservador | Cirurgia frequente nos instáveis |
O tratamento. Quase sempre conservador: tipoia por 3 a 4 semanas, com retorno gradual às atividades. Mesmo desvios grandes se corrigem com o crescimento.
As indicações cirúrgicas (excepcionais).
- Fratura exposta, ou pele sob tensão com risco de expor: a indicação mais frequente segundo a banca.
- Desvio posterior importante (equivalente ao tipo IV de Rockwood da acromioclavicular), sobretudo em adolescentes.
- Lesão neurovascular: rara no terço lateral.
- Politrauma ou ombro flutuante, em casos selecionados.
A fixação. Quando necessária, usa-se sutura transóssea, fios lisos temporários ou placa com gancho, com cuidado com a fise e com a migração de fios (que pode ser grave). Na adolescência perto da maturidade, a conduta se aproxima da do adulto.
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