Nas fraturas fisárias, as linhas de PARK e HARRIS são sinais radiográficos de
- presença de barra óssea precoce na fise.
- bom prognóstico com ausência de distúrbio do crescimento.
- estímulo de hipercrescimento anormal da fise, por hiperemia local.
- distúrbio de crescimento da fise, e resultam de retardo temporário do ritmo de crescimento normal.
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Conceito-chave
A linha de Park-Harris registra uma alteração temporária do ritmo de crescimento. Quando o crescimento desacelera e depois retoma, a zona de calcificação provisória fica mais densa e vai permanecendo na metáfise, afastada da fise pelo novo crescimento. A linha é, portanto, a marca de uma pausa ou lentificação anterior, e não um diagnóstico automático de ponte óssea (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 26, Como reconhecer: PARK-HARRIS e radiografia longa).
A relação com a fise é o que muda a interpretação. Uma linha paralela que se afasta por igual sugere retomada do crescimento. Já uma linha oblíqua, convergindo para a fise, indica crescimento assimétrico e faz pensar em ponte e deformidade angular. A ausência da linha também pode suscitar suspeita de parada; não basta procurar uma faixa densa e encerrar a avaliação.
Na fise distal do fêmur, essa vigilância é especialmente importante porque ela contribui muito para o comprimento do membro. Uma fratura pode consolidar e, ainda assim, evoluir depois com parada parcial ou completa. O acompanhamento avalia comprimento e eixo, não apenas união óssea.
O enunciado pergunta o que origina as linhas. A resposta deve separar retardo temporário que deixa uma marca radiográfica de parada definitiva por uma ponte, que exige outros sinais, sua relação espacial com a fise e o seguimento.
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