Na luxação traumática do quadril em crianças, o desvio mais comum é
- anterior, sendo que em crianças menores de 5 anos, está associada a traumas de alta energia.
- anterior, sendo que em crianças menores de 5 anos, está associada a traumas de baixa energia.
- posterior, sendo que em crianças menores de 5 anos, está associada a traumas de alta energia.
- posterior, sendo que em crianças menores de 5 anos, está associada a traumas de baixa energia.
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Conceito-chave
A luxação traumática do quadril na criança. É rara, mas mais comum que a fratura do colo do fêmur na criança, porque o acetábulo é em grande parte cartilaginoso e flexível, e os ligamentos são frouxos. É uma urgência: a redução deve ser feita em até 6 horas, para reduzir o risco de necrose avascular.
A direção. A grande maioria (cerca de 90%) é posterior, com o quadril em flexão e adução no momento do trauma: o membro fica encurtado, fletido, aduzido e em rotação interna. A anterior é rara, com o membro em abdução e rotação externa.
A energia do trauma pela idade.
| Idade | Energia |
|---|---|
| Menor que 5 anos | Baixa energia: quedas simples, tropeços, brincadeiras; pela frouxidão e pelo acetábulo cartilaginoso |
| Acima de 10 anos | Alta energia: acidentes de trânsito, esportes; mais lesões associadas e fraturas da parede acetabular |
O tratamento. Redução fechada urgente sob anestesia geral, com manobras suaves. Depois, radiografia e tomografia (ou ressonância) para confirmar a redução concêntrica: uma assimetria do espaço articular sugere interposição de fragmentos osteocondrais, lábio ou cápsula, que exige redução aberta. Imobilização curta (gesso pelvipodálico na criança pequena, ou repouso e muletas na maior).
As complicações. Necrose avascular (cerca de 10%, maior com a demora da redução e na alta energia), lesão do nervo ciático (na posterior), luxação recidivante (ligada à frouxidão, como na síndrome de Down), coxa magna e artrose.
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