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Questão de Fraturas do fêmur e da perna na criança (TARO 2024)

Ortopedia pediátricaFraturas do fêmur e da perna na criançaTARO 2024

De acordo com a classificação de MEYERS E MCKEEVER para fraturas da espinha tibial em crianças, a figura a seguir representa o tipo

Figura da questão pediatria-0535
  1. I.
  2. II.
  3. III.
  4. IV.
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Gabarito: B · II.

Conceito-chave

A imagem. Desenho da extremidade proximal da tíbia em perfil, com o fragmento da espinha tibial (eminência intercondilar) elevado na sua porção anterior, enquanto a parte posterior continua presa ao leito, como uma dobradiça. É o tipo II de Meyers e McKeever.

A fratura da espinha tibial. É o equivalente pediátrico da lesão do LCA. Na criança e no adolescente jovem, a epífise ainda não está totalmente ossificada e o ligamento é mais forte que o osso: em vez de romper, o LCA arranca a espinha tibial onde se insere. O mecanismo clássico é a queda de bicicleta, com hiperextensão e rotação do joelho, ou trauma esportivo.

A classificação de Meyers e McKeever (com a modificação de Zaricznyj).

TipoDescriçãoConduta habitual
ISem desvio ou desvio mínimo anteriorGesso em extensão ou leve flexão
IIElevação anterior, com a parte posterior em dobradiçaTentativa de redução fechada em extensão; se não reduzir, cirurgia
IIITotalmente desviado (IIIA só a espinha; IIIB inclui a espinha e o platô) ou rodadoRedução e fixação (artroscópica ou aberta)
IVCominutivo (Zaricznyj)Fixação cirúrgica

O obstáculo à redução. No tipo II, e especialmente no III, o corno anterior do menisco medial ou o ligamento intermeniscal pode ficar interposto sob o fragmento, impedindo a redução fechada. Por isso, se o gesso em extensão não reduzir o fragmento na radiografia de controle, indica-se artroscopia para liberar a interposição e fixar (com suturas pelo fragmento ou parafusos que não atravessem a fise).

Sequelas. Mesmo com boa redução, muitas crianças ficam com alguma frouxidão anterior residual (o LCA sofre alongamento antes de arrancar o osso), mas com boa função. Outras complicações: perda de extensão por consolidação em posição elevada (impacto no intercôndilo) e artrofibrose, sobretudo após imobilização prolongada.

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