Deve-se suspeitar de fratura luxação tipo GALEAZZI quando ocorre fratura da extremidade distal metafisária
- da ulna e do estiloide do rádio.
- do rádio e do estiloide da ulna.
- da ulna e da extremidade distal metafisária do rádio.
- do rádio e da extremidade distal metafisária da ulna.
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Conceito-chave
A fratura do rádio distal não encerra a avaliação do punho: é preciso conferir a articulação radioulnar distal, onde a cabeça da ulna se relaciona com a incisura sigmoide do rádio. Uma fratura do rádio acompanhada de lesão dessa articulação compõe a Galeazzi. Na criança, o equivalente pode ocorrer com fratura da fise distal da ulna, em vez de uma luxação ligamentar verdadeira (Rockwood e Wilkins, resumo do cap. 8, “O Galeazzi da criança”).
A alternativa B aponta o estiloide ulnar. O complexo da fibrocartilagem triangular é um estabilizador importante da radioulnar distal e se insere na base desse estiloide. Sua avulsão pode, portanto, levantar a suspeita de comprometimento do conjunto estabilizador. O resumo do Rockwood para adultos, capítulo 42 lista especificamente a fratura da base do estiloide ulnar entre os sinais radiográficos de lesão da radioulnar distal; o detalhe da base torna o sinal mais preciso que a formulação genérica do enunciado.
Suspeitar não é diagnosticar apenas pelo estiloide. O resumo pediátrico do capítulo 8 mostra que fraturas do estiloide acompanham muitas fraturas distais e não usa esse achado isolado para definir Galeazzi. É necessário conferir a congruência no perfil verdadeiro e a estabilidade da articulação. Uma fratura das duas metáfises também não prova, nem exclui, uma lesão radioulnar associada: o traço ósseo e a articulação precisam ser avaliados separadamente. No resumo do capítulo 42 para adultos, inclusive, a luxação distal é descrita raramente em fraturas dos dois ossos ou da ulna isolada.
Na criança, a redução fechada e o gesso são a primeira linha em muitos casos; a rotação de imobilização acompanha a estabilidade e o sentido da luxação. O resumo distingue tipo de supinação, com ulna volar, e tipo de pronação, com ulna dorsal. Assim, reconhecer o nome Galeazzi não autoriza prescrever supinação para todos nem transferir automaticamente a indicação de placa do adulto. A fise ulnar do equivalente também merece acompanhamento pelo risco de parada de crescimento.
A letra B é mantida como combinação que levanta suspeita, com duas qualificações: a base do estiloide é o sinal mais específico descrito na fonte adulta, e, na criança, o equivalente mais característico envolve a fise ulnar. A edição do resumo pediátrico do capítulo 8 é registrada como 9ª no catálogo, com identificação provável expressa no próprio texto.
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