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Questão de Osteogênese imperfeita (TARO 2025)

Ortopedia pediátricaOsteogênese imperfeitaTARO 2025

Na osteogênese imperfeita, o excesso de calo ósseo produzido após fratura ou osteotomia está associado ao defeito no gene

  1. WNT1.
  2. IFITM5.
  3. LEPRE1.
  4. COL1A1.
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Gabarito: B · IFITM5.

Conceito-chave

O colágeno tipo I. É a principal proteína do osso, da pele, dos tendões, da esclera e da dentina. Cada molécula é uma tripla hélice formada por três cadeias: duas alfa-1 (gene COL1A1) e uma alfa-2 (gene COL1A2).

Por que a glicina é tão importante. Na hélice, a sequência de aminoácidos se repete no padrão Gly-X-Y: a cada três posições, há uma glicina. Muitas vezes, X é prolina e Y é hidroxiprolina. A glicina é o menor aminoácido, e só ela cabe no centro apertado da tripla hélice, onde as três cadeias se encontram.

Os dois tipos de defeito.

DefeitoMecanismoGravidade
QuantitativoUm alelo não produz cadeia (alelo nulo): metade do colágeno, mas normalLeve (tipo I de Sillence)
QualitativoSubstituição de uma glicina por um aminoácido maior: colágeno anormalModerado a letal (tipos II, III e IV)

O efeito dominante negativo. Quando a glicina é substituída, a cadeia defeituosa entra na hélice e estraga a molécula inteira. É pior ter colágeno anormal que pouco colágeno.

A posição da mutação importa. A hélice se dobra da extremidade C-terminal para a N-terminal. Substituições mais próximas da extremidade C-terminal tendem a ser mais graves, porque perturbam a montagem desde o início.

Formas recessivas e outras. Existem formas de OI por defeitos em proteínas que processam o colágeno, como CRTAP, P3H1 (LEPRE1) e PPIB, ou por outros mecanismos ósseos (IFITM5 no tipo V e SERPINF1 no tipo VI).

Os achados radiográficos.

  • Osteopenia difusa.
  • Corticais finas e ossos longos gráceis (finos), com trabéculas finas e esparsas.
  • Fraturas múltiplas em diferentes fases de consolidação, e encurvamentos.
  • Vértebras bicôncavas (em "boca de peixe") e achatadas, por microfraturas.
  • Ossos wormianos no crânio.
  • Calcificações em pipoca nas metáfises nas formas graves.
  • Protrusão acetabular e invaginação basilar.
  • No tipo V: calo hiperplásico e calcificação da membrana interóssea do antebraço.

A ossificação em si acontece no tempo normal. O problema é a qualidade da matriz, e não o momento em que ela se forma.

O tratamento.

  • Bisfosfonatos (pamidronato, zoledronato) aumentam a densidade e reduzem as fraturas.
  • Hastes telescópicas (Fassier-Duval) corrigem e previnem as deformidades dos ossos longos.
  • Reabilitação para manter a força e a mobilidade.

A osteogênese imperfeita tipo V e o gene IFITM5. O tipo V não é causado por defeito do colágeno tipo I. Ele resulta de uma mutação dominante no gene IFITM5 (que codifica a proteína BRIL, da mineralização). Suas marcas registradas são:

  • Calo hiperplásico: depois de uma fratura ou osteotomia, forma-se um calo enorme e exuberante, que pode ser confundido com um osteossarcoma. É o que a imagem mostra na tíbia.
  • Calcificação da membrana interóssea do antebraço, com limitação da prono-supinação.
  • Luxação da cabeça do rádio.
  • Banda densa na metáfise, abaixo da fise.
  • Esclera normal e dentes normais.

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