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Questão de Outras fraturas na criança (TARO 2026)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaTARO 2026

Na fratura do terço proximal do úmero infantil localizada na metáfise proximal à inserção do peitoral maior, o fragmento proximal encontra-se desviado em

  1. flexão e rotação interna.
  2. flexão e rotação externa.
  3. extensão e rotação interna.
  4. extensão e rotação externa.
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Gabarito: B · flexão e rotação externa.

Conceito-chave

A fratura do úmero proximal na criança. Ocorre na metáfise ou na fise (geralmente Salter-Harris II no adolescente). O mecanismo é uma queda sobre a mão estendida ou um trauma direto no ombro. No recém-nascido, pode ocorrer no parto, e o diagnóstico diferencial inclui a paralisia braquial obstétrica.

Os músculos explicam o desvio. O fragmento proximal (a cabeça, com os tubérculos) fica preso ao manguito rotador. O distal (a diáfise) fica sob a ação do peitoral maior e do deltoide.

FragmentoMúsculosDesvio
Proximal (acima do peitoral maior)Supraespinal (abdução), infraespinal e redondo menor (rotação externa)Abdução, flexão e rotação externa
DistalPeitoral maior (adução, puxa para medial); deltoide (puxa para cima)Adução, desvio medial e encurtamento

Na radiografia, o fragmento distal costuma ficar anterior e medial ao proximal. O periósteo posterior, espesso, tende a ficar íntegro.

Por que se aceita tanto desvio. A fise proximal do úmero responde por cerca de 80% do crescimento do osso, e o ombro é a articulação mais móvel do corpo. O potencial de remodelação é enorme, sobretudo nas crianças mais novas.

A classificação de Neer e Horwitz (desvio).

  • Grau I: desvio menor que 5 mm.
  • Grau II: até um terço da largura da diáfise.
  • Grau III: até dois terços.
  • Grau IV: mais de dois terços.

Os limites aceitáveis variam com a idade. Na criança pequena, aceitam-se praticamente todos os desvios. No adolescente, perto do fim do crescimento, os limites são menores, e desvios grandes (por exemplo, angulação muito acima de 30 a 45° ou desvio maior que dois terços da diáfise) podem justificar redução e fixação.

O tratamento. A grande maioria é tratada sem cirurgia, com tipoia ou imobilização simples por 3 a 4 semanas. A redução fechada com fixação percutânea (fios ou hastes flexíveis) fica para adolescentes com desvio inaceitável, fraturas expostas e politrauma. A interposição do tendão do bíceps ou do periósteo pode impedir a redução fechada.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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