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Questão de Paralisia cerebral (TARO 2026)

Ortopedia pediátricaParalisia cerebralTARO 2026

No tratamento cirúrgico do pé em equino em crianças com paralisia cerebral, técnicas de alongamento do complexo muscular gastrocnêmio-sóleo realizadas na zona I, em comparação com as outras zonas, proporcionam

  1. menor perda de força flexora plantar e menor risco de evolução para marcha em agachamento.
  2. maior perda de força flexora plantar e menor risco de evolução para marcha em agachamento.
  3. menor perda de força flexora plantar e maior risco de evolução para marcha em agachamento.
  4. maior perda de força flexora plantar e maior risco de evolução para marcha em agachamento.
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Gabarito: A · menor perda de força flexora plantar e menor risco de evolução para marcha em agachamento.

Conceito-chave

O equino na paralisia cerebral. O pé equino é a deformidade mais comum na paralisia cerebral espástica. Antes da cirurgia, a toxina botulínica, o gesso seriado e as órteses tratam o componente dinâmico. Quando há contratura fixa, o alongamento cirúrgico é indicado, e a escolha depende de qual músculo está curto: o gastrocnêmio (biarticular, cruza o joelho) ou o sóleo (monoarticular).

O teste de Silfverskiöld. Mede a dorsiflexão do tornozelo com o joelho estendido e fletido. Se a dorsiflexão melhora com o joelho fletido, o curto é só o gastrocnêmio; se não melhora, o sóleo também está curto.

As zonas de alongamento (Shore e colaboradores).

ZonaLocalTécnicas
IGastrocnêmio isolado, acima da junção com o sóleoStrayer, Baumann, recessão do gastrocnêmio
IIAponeurose conjunta gastrocnêmio-sóleoVulpius, Baker
IIITendão calcâneoAlongamento em Z, técnica de Hoke (percutânea)

A regra. Quanto mais distal o alongamento, maior o ganho de dorsiflexão, mas maior a perda de força de flexão plantar e o risco de hiperalongamento, com marcha em agachamento (crouch) e pé calcâneo, uma complicação grave e difícil de reverter. Quanto mais proximal, menor o ganho, porém mais seguro, porque preserva o sóleo, que é o principal estabilizador da tíbia na fase de apoio.

O procedimento de Strayer. Secciona a aponeurose do gastrocnêmio (zona I) e deixa a fáscia deslizar e cicatrizar em posição alongada. Indicado quando o teste de Silfverskiöld mostra contratura isolada do gastrocnêmio, preserva o sóleo e causa menor perda de força. Na diplegia, o alongamento do tendão calcâneo (zona III) é evitado pelo risco de crouch.

A nomenclatura. Algumas descrições (como a de Firth) colocam o Strayer na zona II, porque ele é feito no ponto em que os ventres do gastrocnêmio terminam; a lógica funcional é a mesma.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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