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Questão de Epifisiólise proximal do fêmur (TARO 2026)

Ortopedia pediátricaEpifisiólise proximal do fêmurTARO 2026

Na epifisiólise femoral proximal instável, é preferível a fixação in situ com parafusos

  1. totalmente rosqueados e o colo femoral está relativamente retrovertido.
  2. totalmente rosqueados e o colo femoral está relativamente antevertido.
  3. parcialmente rosqueados e o colo femoral está relativamente retrovertido.
  4. parcialmente rosqueados são preferíveis e o colo femoral está relativamente antevertido.
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Gabarito: A · totalmente rosqueados e o colo femoral está relativamente retrovertido.

Conceito-chave

A epifisiólise proximal do fêmur (EPF). É o escorregamento da metáfise para anterior e superior em relação à epífise (que fica no acetábulo e parece deslizar para trás e para baixo), através da fise enfraquecida. O paciente típico é o adolescente obeso no estirão (meninos de 12 a 15 anos, meninas de 10 a 13).

O quadro clínico.

AchadoPor quê
Dor no quadril, na coxa ou no joelhoA dor referida pelo nervo obturador ao joelho atrasa o diagnóstico: todo adolescente com dor no joelho deve ter o quadril examinado
ClaudicaçãoDor e alteração mecânica
Trendelenburg positivoO colo encurta e o trocânter sobe; os abdutores trabalham em desvantagem
Limitação da rotação interna, da abdução e da flexãoA metáfise anteriorizada bate no acetábulo
Marcha em rotação externaO membro roda para fora para evitar o impacto
Sinal de DrehmannAo fletir o quadril, a coxa roda para fora obrigatoriamente

Por que roda para fora. Com o colo deslocado para anterior, ao fletir o quadril o colo bate na borda acetabular anterior; o quadril "escapa" girando externamente. Por isso a perda da rotação interna é o achado mais sensível, e a marcha é em rotação externa, nunca interna.

A estabilidade (Loder). Se o paciente consegue apoiar (estável) ou não (instável). Na instável, a necrose avascular chega a cerca de 50%.

O tratamento. Fixação in situ com um parafuso canulado central e perpendicular à fise, sem tentar reduzir a EPF estável. A instável é uma urgência. A fixação profilática do outro lado é discutida nos pacientes de alto risco (jovens, com doença endócrina).

A importância do diagnóstico precoce. Quanto mais tempo sem tratamento, maior o deslizamento, maior o impacto femoroacetabular e o risco de artrose; e o risco de transformação em instável aumenta.

A fixação na EPF instável. Na forma instável, a fise está solta de forma abrupta, e o deslizamento pode progredir se a fixação for fraca. A epífise escorregou para trás, e o colo fica relativamente retrovertido em relação a ela: o parafuso entra pela face anterior do colo e segue para o centro da epífise. A banca preferiu parafusos totalmente rosqueados, que dão mais estabilidade e evitam o recuo; muitos serviços usam dois parafusos (às vezes parcialmente rosqueados) com bons resultados, e não há consenso sobre o tipo de rosca. Outros cuidados: tratar como urgência, evitar manipulação vigorosa, considerar a descompressão capsular (Parsch) e, em centros experientes, a redução aberta pela luxação cirúrgica (Dunn modificada).

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