Na imagem a seguir, sobre a anatomia patológica do pé torto congênito, os números 1 e 2 representam, respectivamente,

- tálus e navicular.
- navicular e tálus.
- calcâneo e cuboide.
- cuboide e calcâneo.
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Conceito-chave
A imagem. Corte anatômico (histológico) de um pé torto congênito, do tipo usado por Ponseti para estudar a deformidade, mostrando a coluna lateral do pé. Os ossos estão parcialmente cartilaginosos, como no recém-nascido. O número 1 aponta o osso mais distal da coluna lateral, que se articula com o 2, um osso maior, posterior e com o núcleo de ossificação já presente: são o cuboide (1) e o calcâneo (2). A seta curva indica a adução do cuboide sobre o calcâneo.
A anatomia patológica do pé torto. O pé torto congênito idiopático tem quatro componentes, lembrados pela sigla CAVE:
- Cavo (antepé pronado em relação ao retropé);
- Aduto (do médio-pé e antepé);
- Varo (do retropé);
- Equino (do retropé).
O que acontece em cada osso.
| Osso | Alteração |
|---|---|
| Tálus | Colo desviado para medial e plantar; o corpo fica rodado no encaixe do tornozelo |
| Calcâneo | Aduzido, invertido e em equino; gira sob o tálus |
| Navicular | Desviado para medial, quase encostando no maléolo medial |
| Cuboide | Aduzido sobre o calcâneo, desviado para medial |
O mecanismo central: a subtalar. O calcâneo, o navicular e o cuboide giram juntos em torno do tálus como uma unidade, em adução e inversão. É esse entendimento que fundamenta o método de Ponseti: para corrigir, o pé inteiro é abduzido em torno da cabeça do tálus (com o polegar do examinador fazendo contrapressão na cabeça lateral do tálus), e não se deve tentar corrigir o varo empurrando o calcâneo diretamente.
O método de Ponseti.
- Correção do cavo primeiro, supinando o antepé (alinha o antepé com o retropé).
- Gessos seriados semanais, abduzindo o pé em torno da cabeça do tálus, até cerca de 60 a 70° de abdução.
- Tenotomia percutânea do tendão calcâneo para corrigir o equino residual (em cerca de 80 a 90% dos casos).
- Órtese de abdução (botas com barra) em tempo integral por 3 meses e depois à noite até 4 a 5 anos, para evitar a recidiva.
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