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Questão de Pé torto congênito (TARO 2026)

Ortopedia pediátricaPé torto congênitoTARO 2026

Na imagem a seguir, sobre a anatomia patológica do pé torto congênito, os números 1 e 2 representam, respectivamente,

Figura da questão pediatria-0493
  1. tálus e navicular.
  2. navicular e tálus.
  3. calcâneo e cuboide.
  4. cuboide e calcâneo.
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Gabarito: D · cuboide e calcâneo.

Conceito-chave

A imagem. Corte anatômico (histológico) de um pé torto congênito, do tipo usado por Ponseti para estudar a deformidade, mostrando a coluna lateral do pé. Os ossos estão parcialmente cartilaginosos, como no recém-nascido. O número 1 aponta o osso mais distal da coluna lateral, que se articula com o 2, um osso maior, posterior e com o núcleo de ossificação já presente: são o cuboide (1) e o calcâneo (2). A seta curva indica a adução do cuboide sobre o calcâneo.

A anatomia patológica do pé torto. O pé torto congênito idiopático tem quatro componentes, lembrados pela sigla CAVE:

  • Cavo (antepé pronado em relação ao retropé);
  • Aduto (do médio-pé e antepé);
  • Varo (do retropé);
  • Equino (do retropé).

O que acontece em cada osso.

OssoAlteração
TálusColo desviado para medial e plantar; o corpo fica rodado no encaixe do tornozelo
CalcâneoAduzido, invertido e em equino; gira sob o tálus
NavicularDesviado para medial, quase encostando no maléolo medial
CuboideAduzido sobre o calcâneo, desviado para medial

O mecanismo central: a subtalar. O calcâneo, o navicular e o cuboide giram juntos em torno do tálus como uma unidade, em adução e inversão. É esse entendimento que fundamenta o método de Ponseti: para corrigir, o pé inteiro é abduzido em torno da cabeça do tálus (com o polegar do examinador fazendo contrapressão na cabeça lateral do tálus), e não se deve tentar corrigir o varo empurrando o calcâneo diretamente.

O método de Ponseti.

  1. Correção do cavo primeiro, supinando o antepé (alinha o antepé com o retropé).
  2. Gessos seriados semanais, abduzindo o pé em torno da cabeça do tálus, até cerca de 60 a 70° de abdução.
  3. Tenotomia percutânea do tendão calcâneo para corrigir o equino residual (em cerca de 80 a 90% dos casos).
  4. Órtese de abdução (botas com barra) em tempo integral por 3 meses e depois à noite até 4 a 5 anos, para evitar a recidiva.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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