Os sinais clínicos mais observados nos pacientes com Coxa Vara do Desenvolvimento, são:
- Marcha claudicante; limitação na adução e rotação interna do quadril.
- Assimetria no comprimento dos membros inferiores; alta estatura.
- Limitação parcial na abdução e da rotação externa do quadril; baixa estatura.
- Sinal de Trendelenburg positivo; baixa estatura.
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Conceito-chave
A deformidade está no colo femoral. Na coxa vara do desenvolvimento, o ângulo entre colo e diáfise diminui progressivamente, o colo encurta e o trocânter maior fica relativamente alto. Isso reduz o braço de alavanca dos abdutores e pode encurtar o membro. A criança costuma chegar com claudicação, muitas vezes sem dor.
O exame físico tem uma lógica mecânica. A insuficiência dos abdutores provoca queda da pelve contralateral no apoio, o sinal de Trendelenburg. O quadril costuma perder abdução e rotação interna, enquanto a rotação externa pode estar preservada ou aumentada. A discrepância de comprimento é mais evidente nos casos unilaterais.
A radiografia confirma o mecanismo. Procura-se diminuição do ângulo cervicodiafisário e verticalização da fise do colo. O ângulo epifisário de Hilgenreiner ajuda a estimar risco de progressão e a indicar osteotomia valgizante nos casos importantes. Baixa estatura pode sugerir displasia ou doença sistêmica associada, mas não define toda coxa vara do desenvolvimento.
Por que a rotação externa fica preservada. O colo em varo encurta e fica mais horizontal, e o trocânter maior sobe até perto do teto do acetábulo. Na abdução, o trocânter bate cedo contra a borda do ilíaco, e por isso a abdução é o primeiro movimento a se perder. A rotação interna também diminui, porque a cabeça tende a ficar em retroversão relativa. A rotação externa, ao contrário, costuma estar normal ou até aumentada. É por esse raciocínio que a alternativa C, ao falar em limitação da rotação externa, contraria o que se observa na clínica.
| Achado | Na coxa vara do desenvolvimento |
|---|---|
| Marcha | Claudicante e indolor; bamboleante se bilateral |
| Trendelenburg | Positivo pela insuficiência dos abdutores |
| Abdução | Limitada |
| Rotação interna | Limitada |
| Rotação externa | Normal ou aumentada |
| Comprimento | Encurtamento no unilateral, geralmente discreto |
| Estatura | Baixa só quando há displasia esquelética associada |
O ângulo de Hilgenreiner (epifisário) orienta a conduta. Abaixo de 45°, a tendência é corrigir espontaneamente; acima de 60°, progride, e se indica osteotomia valgizante do fêmur proximal; entre um e outro, observa-se. O fragmento triangular na parte inferior do colo (triângulo de Fairbank) é um sinal radiográfico característico.
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