Na epifisiolise proximal do fêmur, são fatores biomecânicos associados à etiologia
- O aumento da anteversão e aumento do ângulo cervicodiafisário.
- O aumento da anteversão e diminuição do ângulo cervicodiafisário.
- A diminuição da anteversão e aumento do ângulo cervicodiafisário.
- A diminuição da anteversão e diminuição do ângulo cervicodiafisário.
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Conceito-chave
A epifisiólise proximal do fêmur (EPF) e a mecânica. A EPF ocorre quando a força de cisalhamento sobre a fise proximal do fêmur supera a resistência da fise. Os fatores se dividem em dois grupos:
| Grupo | Fatores |
|---|---|
| Mecânicos (aumentam o cisalhamento) | Obesidade, retroversão femoral (diminuição da anteversão), fise mais vertical (inclinação aumentada), colo em varo relativo, acetábulo profundo |
| Biológicos (enfraquecem a fise) | Estirão do crescimento, hormônios (hipotireoidismo, deficiência de GH, hipogonadismo), insuficiência renal, radioterapia |
A retroversão. O colo femoral normal tem anteversão de cerca de 10° a 15° no adolescente. Na EPF, o colo costuma ter menos anteversão (ou retroversão). Com isso, durante a marcha e a corrida, a força sobre a fise passa a ser mais de cisalhamento posterior, e a epífise tende a escorregar para trás. A obesidade agrava a retroversão e aumenta a carga.
A inclinação da fise e o ângulo cervicodiafisário. Na adolescência, a fise proximal do fêmur fica naturalmente mais oblíqua (vertical). Nos pacientes com EPF, essa obliquidade é ainda maior, e o ângulo cervicodiafisário é relativamente menor: quanto mais vertical a fise, mais a força do peso corporal se transforma em cisalhamento, em vez de compressão.
A fise no estirão. Durante o pico de crescimento, a zona hipertrófica da fise fica mais alta e mais fraca, e o pericôndrio (anel de Ranvier) afina. O deslizamento ocorre justamente pela zona hipertrófica.
A consequência clínica. O conhecimento da mecânica explica:
- por que a EPF é tão associada à obesidade (dois terços dos pacientes estão acima do percentil 95 de peso);
- por que o lado contralateral está em risco (até 20% a 40% de bilateralidade);
- por que a fixação in situ estabiliza a fise e acelera o seu fechamento, interrompendo o processo.
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