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Questão de Genuvaro, genuvalgo e torções (TARO 2012)

Ortopedia pediátricaGenuvaro, genuvalgo e torçõesTARO 2012

Na coxa vara do desenvolvimento, o tratamento cirúrgico é indicado quando oângulo cérvico-diafisário e o epifisário de HILGENREINER são, respectivamente,

  1. menor do que 100 e menor do que 60 graus.
  2. menor do que 100 e maior do que 60 graus.
  3. maior do que 100 e maior do que 60 graus.
  4. maior do que 100 e menor do que 60 graus.
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Gabarito: B · menor do que 100 e maior do que 60 graus.

Conceito-chave

A coxa vara do desenvolvimento. Um defeito de ossificação na porção inferomedial do colo femoral (triângulo de Fairbank) deixa o osso fraco, e a carga fecha progressivamente o ângulo entre o colo e a diáfise. A criança tem marcha de Trendelenburg indolor, encurtamento e limitação da abdução.

Dois ângulos decidem o tratamento.

1. O ângulo cervicodiafisário. Entre o eixo do colo e o eixo da diáfise. Normal na criança: cerca de 135 a 145°. Na coxa vara, diminui; abaixo de 100 a 110° a deformidade é importante.

2. O ângulo de Hilgenreiner-epifisário (HE). Entre a linha de Hilgenreiner (horizontal, pelas cartilagens trirradiadas) e a linha da fise proximal do fêmur. Normal: cerca de 25 a 30°. Quanto mais vertical a fise, maior o ângulo, e maiores as forças de cisalhamento sobre ela, que fazem o varo progredir.

Ângulo HEEvoluçãoConduta
Menor que 45°Tende a corrigir espontaneamenteObservação
45 a 60°IncertaAcompanhamento radiográfico rigoroso
Maior que 60°Tende a progredirCirurgia

A indicação cirúrgica clássica. Ângulo cervicodiafisário menor que 100 a 110° e ângulo HE maior que 60°, ou deformidade progressiva e sintomática (Trendelenburg, encurtamento).

A cirurgia. Osteotomia valgizante subtrocantérica ou intertrocantérica (Pauwels, ou a técnica de Langenskiöld), com o objetivo de levar o ângulo HE para menos de 35 a 40°: assim, a fise fica mais horizontal e passa a receber compressão em vez de cisalhamento, o que reduz a recidiva. Associa-se frequentemente a adutorotomia e fixação com placa ou fios. A hipercorreção do ângulo HE é o principal fator para evitar a recidiva. O fechamento prematuro da fise após a cirurgia é comum, e a epifisiodese do trocânter maior pode ser necessária para evitar seu crescimento excessivo.

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