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Questão de Marcha na criança (TARO 2025)

Ortopedia pediátricaMarcha na criançaTARO 2025

A marcha anserina é observada na:

  1. doença de PARKINSON, e o paciente apresenta uma hipercifose torácica.
  2. doença de PARKINSON, e o paciente apresenta uma hiperlordose lombar.
  3. distrofia muscular de DUCHENNE, e o paciente apresenta uma hipercifose torácica.
  4. distrofia muscular de DUCHENNE, e o paciente apresenta uma hiperlordose lombar.
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Gabarito: D · distrofia muscular de DUCHENNE, e o paciente apresenta uma hiperlordose lombar.

Conceito-chave

A distrofia muscular de Duchenne. É a distrofia muscular mais comum da infância, de herança recessiva ligada ao X (afeta meninos). A mutação no gene da distrofina deixa a membrana da fibra muscular frágil: as fibras se rompem a cada contração e são substituídas por gordura e tecido fibroso. A CPK fica muito elevada desde o nascimento.

A evolução. Os primeiros sinais aparecem entre 3 e 5 anos: quedas frequentes, dificuldade para correr, subir escadas e levantar do chão. A fraqueza começa nos músculos proximais (cintura pélvica, depois escapular). Sem tratamento, a marcha se perde por volta dos 10 a 12 anos (os corticoides atrasam essa perda). Depois surgem escoliose e insuficiência respiratória e cardíaca.

A marcha anserina (de pato). É a marcha de quem tem os glúteos médios fracos dos dois lados: a cada passo, a pelve cai para o lado do membro em balanço (Trendelenburg), e o paciente balança o tronco de um lado para o outro para manter o equilíbrio. Parece o andar de um pato.

As compensações típicas da Duchenne.

  • Hiperlordose lombar: com os glúteos máximos e os extensores do quadril fracos, o paciente joga o tronco para trás, colocando a linha de gravidade atrás do quadril, que fica estendido passivamente. O resultado é uma lordose lombar acentuada e o abdome protuso.
  • Marcha na ponta dos pés: a contratura do tendão calcâneo (e o equino) ajuda a manter a linha de gravidade à frente do joelho, compensando a fraqueza do quadríceps.
  • Base alargada.
  • Sinal de Gowers: para levantar do chão, a criança "escala as próprias pernas" com as mãos, empurrando as coxas, pela fraqueza dos extensores do quadril.
  • Pseudo-hipertrofia das panturrilhas: aumento de volume pela substituição do músculo por gordura e fibrose.

Por que não é a doença de Parkinson. Na doença de Parkinson (adulto), a marcha é festinante, com passos curtos, o tronco fletido para a frente e pouco balanço dos braços.

O papel do ortopedista. Órteses noturnas e alongamentos para o equino; cirurgia de partes moles em casos selecionados; e, sobretudo, a artrodese da coluna para a escoliose progressiva, de preferência antes que a função pulmonar caia demais.

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