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Questão de Sinovite transitória e artrite séptica do quadril (TARO 2025)

Ortopedia pediátricaSinovite transitória e artrite séptica do quadrilTARO 2025

Criança com dois meses de vida apresentando febre, irritabilidade e pseudoparalisia do membro inferior direito há três dias. Apresenta-se em atitude de flexão e rotação externa do quadril. Recebeu alta da UTI neonatal há uma semana. O ultrassom do quadril direito mostra um aumento da quantidade de líquido articular. A radiografia a seguir mostra um aumento do espaço articular à direita. O diagnóstico e o tratamento para o caso em questão são, respectivamente: Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2021.

Fonte: WEINSTEIN, S. L.; FLYNN, J. M. Lovell and Winter’s pediatric orthopaedics. 8. ed.
Fonte: WEINSTEIN, S. L.; FLYNN, J. M. Lovell and Winter’s pediatric orthopaedics. 8. ed.
  1. sinovite transitória do quadril e drenagem cirúrgica.
  2. sinovite transitória do quadril e repouso/observação.
  3. artrite séptica do quadril, drenagem cirúrgica e antibioticoterapia.
  4. artrite séptica do quadril, repouso/observação e antibioticoterapia.
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Gabarito: C · artrite séptica do quadril, drenagem cirúrgica e antibioticoterapia.

Conceito-chave

O caso. Lactente de 2 meses, com alta recente da UTI neonatal, que há 3 dias tem febre, irritabilidade e pseudoparalisia do membro inferior direito, com o quadril em flexão e rotação externa. A ultrassonografia mostra derrame articular, e a radiografia mostra aumento do espaço articular do quadril direito (a cabeça femoral, ainda não ossificada, foi empurrada para lateral pelo líquido). É uma artrite séptica do quadril no lactente.

A artrite séptica no recém-nascido e no lactente pequeno.

  • Fatores de risco: internação em UTI neonatal, cateteres (umbilical, venoso femoral), prematuridade, punções (inclusive a punção de veia femoral, que pode inocular o quadril).
  • Quadro pobre: febre e leucocitose podem ser discretas ou ausentes; dominam a irritabilidade, a pseudoparalisia (a criança não mexe o membro) e a dor à manipulação, como na troca de fraldas.
  • Posição antálgica: quadril em flexão, abdução e rotação externa, que é a posição de maior volume capsular.
  • Agentes: *Staphylococcus aureus*, estreptococo do grupo B e gram-negativos entéricos; candida em prematuros.
  • Osteomielite metafisária associada é frequente: nos lactentes, os vasos transfisários permitem a passagem da infecção entre a metáfise e a epífise, e o colo femoral é intracapsular.

Por que é uma emergência. O pus sob pressão dentro do quadril pode:

  • comprimir os vasos retinaculares e causar necrose da cabeça femoral;
  • luxar o quadril (a cabeça é empurrada para fora);
  • destruir a cartilagem e a fise por enzimas.

As sequelas (destruição da cabeça e do colo, luxação, discrepância) são graves e irreversíveis.

O tratamento. Drenagem cirúrgica urgente (artrotomia, geralmente anterior), com lavagem abundante, coleta de culturas, e antibioticoterapia venosa empírica que cubra estafilococo, estreptococo do grupo B e gram-negativos, ajustada pelas culturas. No quadril, a artrotomia é preferida à punção isolada.

Diferencial. A sinovite transitória é rara antes dos 3 anos e não cursa com febre, toxemia nem pseudoparalisia num lactente vindo da UTI. Nessa idade, todo quadril com derrame e febre deve ser tratado como séptico até prova em contrário.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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