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Questão de Displasias esqueléticas e síndromes (TEPOP 2024)

Ortopedia pediátricaDisplasias esqueléticas e síndromesTEPOP 2024

Em pacientes portadores da síndrome de DOWN, a instabilidade atlanto-odontóide está presente em

  1. 10%.
  2. 30%.
  3. 50%.
  4. 70%.
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Gabarito: A · 10%.

Conceito-chave

A coluna cervical na síndrome de Down. A síndrome de Down (trissomia do 21) cursa com frouxidão ligamentar generalizada e alterações ósseas na junção craniocervical. Isso torna a coluna cervical alta mais instável.

A instabilidade atlantoaxial (C1-C2). O ligamento transverso do atlas, que segura o dente do áxis contra o arco anterior de C1, é frouxo. O resultado é o aumento do intervalo atlanto-odontoide (a distância entre o arco anterior do atlas e o dente).

AchadoFrequência aproximada
Instabilidade atlantoaxial radiográfica (intervalo acima do normal)Cerca de 10 a 30%, conforme o critério (o valor clássico é cerca de 10 a 20%)
Instabilidade sintomática (com sinais neurológicos)Cerca de 1 a 2%
Instabilidade occipitocervicalTambém frequente

Os valores do intervalo atlanto-odontoide.

  • Normal na criança: até cerca de 4 a 5 mm.
  • Instabilidade: 5 mm ou mais.
  • Maior que 10 mm: risco alto de compressão medular.

Também importa o espaço disponível para a medula (a distância entre o dente e o arco posterior do atlas): abaixo de cerca de 14 mm, o risco de mielopatia aumenta.

Outras alterações associadas. Os odontoideum, hipoplasia do dente, frouxidão occipitocervical, além de luxação da patela, instabilidade do quadril, pé plano e escoliose.

Os sinais de alerta (mielopatia). Piora da marcha, quedas, fraqueza, alteração do controle vesical ou intestinal, dor cervical, torcicolo, hiper-reflexia e espasticidade. Qualquer um deles exige investigação urgente.

A conduta.

  • Rastreamento com radiografias em flexão e extensão é discutido; muitas diretrizes recomendam avaliar os sintomas e fazer radiografia antes de esportes de risco ou de anestesia.
  • Pacientes assintomáticos com instabilidade leve: orientação e evitar esportes de contato e mergulho.
  • Pacientes sintomáticos ou com instabilidade grave: artrodese C1-C2 (ou occipitocervical), cirurgia com alta taxa de complicações nessa população.
  • Cuidado na intubação e no posicionamento durante as anestesias.

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