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Questão de Pé torto congênito (TEPOP 2024)

Ortopedia pediátricaPé torto congênitoTEPOP 2024

Segundo método de PONSETI, durante a correção do varo e aduto, o antepé deve ser mantido em abdução e

  1. eversão.
  2. pronação.
  3. supinação.
  4. dorsiflexão.
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Gabarito: C · supinação.

Conceito-chave

O pé torto congênito. O pé torto congênito idiopático (equinovaro) tem quatro componentes, lembrados pelo mnemônico CAVE:

  • Cavo: o arco plantar é alto porque o primeiro raio está em flexão plantar (pronado) em relação ao retropé.
  • Aduto: o antepé está desviado para medial.
  • Varo: o calcâneo está invertido sob o tálus.
  • Equino: o tornozelo está em flexão plantar fixa.

A deformidade central é a subluxação medial do navicular sobre a cabeça do tálus, com o calcâneo girando medialmente sob o tálus.

A ordem de correção de Ponseti é a ordem do CAVE. Ponseti entendeu que tentar corrigir o pé "de uma vez" ou na ordem errada piora a deformidade.

  1. Cavo primeiro. O antepé está pronado em relação ao retropé, que está em supinação. O primeiro gesso supina o antepé, elevando o primeiro raio, para alinhar o antepé com o retropé. Parece paradoxal (supinar um pé que já parece supinado), mas o objetivo é colocar todos os metatarsos no mesmo plano.
  2. Aduto e varo juntos. Com o pé alinhado, ele é abduzido em gessos sucessivos, girando em torno da cabeça do tálus, que o polegar do examinador estabiliza lateralmente. Ao abduzir, o calcâneo gira por baixo do tálus e o varo do retropé se corrige sozinho, sem pressão direta no calcâneo.
  3. Equino por último. Só depois que o pé está abduzido cerca de 60 a 70° corrige-se o equino. Na maioria dos casos, isso exige a tenotomia percutânea do tendão calcâneo.

Erros clássicos que o método evita.

ErroConsequência
Pronar o pé para corrigir o varoAumenta o cavo e trava o calcâneo sob o tálus
Pressionar o calcâneoBloqueia a rotação dele sob o tálus
Corrigir o equino antes do aduto e do varoPé em mata-borrão (rocker bottom): a dorsiflexão quebra o mediopé
Fulcro na articulação calcaneocubóidea (Kite)Abdução incompleta, correção mais lenta

Depois da correção. O pé é mantido na órtese de abdução (60 a 70° de rotação externa e 10 a 15° de dorsiflexão), 23 horas por dia por 3 meses e à noite até os 4 anos.

O detalhe da supinação. Durante a abdução que corrige o aduto e o varo, o antepé deve ser mantido em supinação, alinhado com o retropé. Ponseti insistia que o pé nunca deve ser pronado. A pronação aumenta o cavo, trava o calcâneo sob o tálus e impede a correção do varo. A supinação vai sendo reduzida à medida que o pé é abduzido, até o pé ficar alinhado.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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