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Questão de Paralisia cerebral (TEPOP 2024)

Ortopedia pediátricaParalisia cerebralTEPOP 2024

Na paralisia cerebral, segundo a classificação GROSS MOTOR FUNCTION CLASSIFICATION SYSTEM, as crianças que andam na maioria dos ambientes e sobem escadas segurando no corrimão são classificadas como

  1. I.
  2. II.
  3. III.
  4. IV.
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Gabarito: B · II.

Conceito-chave

O GMFCS. O Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (Gross Motor Function Classification System) classifica a criança com paralisia cerebral pelo que ela faz no dia a dia, e não pelo melhor desempenho num teste. Tem cinco níveis, com descrições por faixa etária (até 2 anos, 2 a 4, 4 a 6, 6 a 12 e 12 a 18 anos). O nível é estável ao longo da vida e serve para prever a função futura e orientar o tratamento.

Os cinco níveis (resumo, a partir dos 6 anos).

NívelMobilidade
IAnda sem limitações; corre e pula, com velocidade e coordenação reduzidas
IIAnda sem dispositivo, com limitações em terrenos irregulares, rampas, longas distâncias
IIIAnda com dispositivo de apoio manual (andador, muletas); usa cadeira para longas distâncias
IVMobilidade limitada: na maioria dos ambientes, não anda; tem autolocomoção, geralmente com cadeira motorizada
VTransportado em cadeira de rodas; controle de cabeça e tronco muito limitado

O nível IV. A criança não deambula de forma funcional, mas tem alguma independência de mobilidade: consegue mobilizar a própria cadeira, em geral uma cadeira motorizada, às vezes uma manual por curtas distâncias. Pode andar curtas distâncias com ajuda física em casa ou na escola.

A diferença para o nível V. No nível V, a criança é totalmente dependente para se deslocar: precisa ser empurrada na cadeira. Mesmo com tecnologia, a autolocomoção é muito limitada.

A diferença para o nível III. No nível III, a criança anda com andador ou muletas. A cadeira é usada só para longas distâncias.

Por que o GMFCS importa ao ortopedista.

  • O risco de luxação do quadril cresce com o nível. É quase nulo no nível I, e a incidência de deslocamento do quadril chega a cerca de 90% no nível V. A vigilância radiográfica do quadril é guiada pelo GMFCS.
  • O risco de escoliose também aumenta nos níveis IV e V.
  • Os objetivos da cirurgia mudam: nos níveis I a III, melhorar a marcha; nos níveis IV e V, garantir sentar confortável, higiene e ausência de dor.

O nível II em detalhe. A criança anda na maioria dos ambientes, mas tem limitações em terrenos irregulares, rampas, multidões, lugares apertados e longas distâncias. Sobe escadas segurando no corrimão (o que a diferencia do nível I, que sobe sem apoio) e pode usar uma cadeira ou um dispositivo para longas distâncias. Corre e pula com muita dificuldade ou não consegue.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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