Na osteogênese imperfeita, o tratamento da fratura de um osso longo consiste na imobilização do membro até
- alívio dos sintomas e tem alto risco de pseudoartrose.
- alívio dos sintomas e tem baixo risco de pseudoartrose.
- completa consolidação da fratura e tem alto risco de pseudoartrose.
- completa consolidação da fratura e tem baixo risco de pseudoartrose.
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Conceito-chave
A osteogênese imperfeita (OI). É uma doença hereditária do colágeno tipo I, a principal proteína da matriz óssea, da esclera, da dentina, da pele e dos ligamentos. Na maioria dos casos, a mutação está nos genes COL1A1 ou COL1A2. O osso fica frágil, com fraturas de baixa energia e deformidades.
A classificação de Sillence (1979).
| Tipo | Principais características |
|---|---|
| I | Leve, o mais comum; esclera azul; perda auditiva; estatura quase normal; autossômica dominante; colágeno normal em qualidade, mas em quantidade reduzida |
| II | Letal no período perinatal; múltiplas fraturas intraútero |
| III | Grave e progressivo: deformidades, baixa estatura importante; esclera clareia com a idade |
| IV | Moderado; esclera normal (branca) |
Os subtipos A e B. Sillence subdividiu os tipos I e IV pela dentina:
- A: dentinogênese normal;
- B: dentinogênese imperfeita (dentes translúcidos, acinzentados ou amarelados, frágeis, que se desgastam rápido).
Assim, o tipo IB tem esclera azul, defeito do colágeno tipo I, dentinogênese imperfeita e herança autossômica dominante.
As formas novas. Os tipos V em diante (classificação ampliada) envolvem outros genes (IFITM5, SERPINF1, CRTAP e outros), muitos com herança recessiva; o tipo V, por exemplo, tem calo hiperplásico e calcificação da membrana interóssea.
O tratamento ortopédico. Bisfosfonatos (pamidronato, zoledronato) aumentam a densidade óssea e reduzem fraturas; hastes intramedulares telescópicas (Fassier-Duval, Sheffield) corrigem deformidades e protegem os ossos longos, acompanhando o crescimento. A escoliose e a invaginação basilar são problemas frequentes nas formas graves.
As fraturas na OI. O osso é frágil, mas a capacidade de consolidar é preservada: a fratura forma calo e consolida no tempo habitual, e a pseudartrose é incomum (exceções: tipo V, com calo hiperplásico, e fraturas repetidas com deformidade). Uma imobilização longa deixa o membro sem carga, aumenta a osteopenia e a atrofia muscular e cria um ciclo de fratura e imobilização. Por isso, imobiliza-se só até o alívio da dor, com talas leves ou gessos curtos, e mobiliza-se cedo. Fraturas de repetição e deformidades dos ossos longos são tratadas com hastes telescópicas (Fassier-Duval).
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