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Questão de Marcha na criança (TEPOP 2024)

Ortopedia pediátricaMarcha na criançaTEPOP 2024

A imagem a seguir representa gráfico de análise de marcha tipo

Figura da questão pediatria-0360
  1. crouch em paciente diplégico.
  2. stiff knee em paciente diplégico.
  3. crouch em paciente hemiplégico.
  4. stiff knee em paciente hemiplégico.
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Gabarito: A · crouch em paciente diplégico.

Conceito-chave

O gráfico da análise de marcha. A cinemática mostra o ângulo de uma articulação ao longo do ciclo da marcha (0 a 100%). A linha vertical separa a fase de apoio (cerca de 60%) da fase de balanço (cerca de 40%). A faixa tracejada mostra a curva normal.

A curva normal do joelho no plano sagital.

  1. Contato inicial: joelho quase estendido (cerca de 5°).
  2. Resposta à carga: flexão de cerca de 15 a 20°, para absorver o impacto.
  3. Apoio médio e terminal: o joelho volta para quase a extensão completa.
  4. Pré-balanço e balanço inicial: flexão rápida até cerca de 60°, o pico no início do balanço, para o pé passar sem tocar o chão.
  5. Balanço terminal: extensão de novo, preparando o próximo contato.

A curva da imagem. A curva do paciente (linha contínua) mostra o joelho fletido durante todo o apoio, sem nunca se aproximar da extensão, em torno de 50 a 60°. É a marcha agachada (crouch).

Os dois padrões patológicos do joelho na paralisia cerebral.

PadrãoNo apoioNo balanço
Crouch (agachada)Flexão excessiva e persistentePode ter pico reduzido
Stiff knee (joelho rígido)Normal ou pouco alteradoPico de flexão reduzido e atrasado

No stiff knee, a curva teria apoio próximo do normal e um pico de flexão no balanço baixo e tardio, pela atividade excessiva do reto femoral. O tratamento clássico é a transferência do reto femoral.

Por que a marcha agachada é típica da diplegia. A diplegia espástica é a forma de PC que mais leva à marcha agachada. Os mecanismos são:

  • contratura dos isquiotibiais e flexão do quadril;
  • fraqueza do sóleo e do quadríceps;
  • deformidades em alavanca (lever arm dysfunction): torção femoral, torção tibial externa e pé plano valgo, que reduzem o braço de alavanca do tríceps sural;
  • frequentemente, um alongamento isolado do tendão calcâneo, feito no passado, que enfraquece o sóleo e piora o crouch.

Na hemiplegia, os padrões mais comuns envolvem o equino (classificação de Winters, Gage e Hicks). O crouch bilateral é mais típico do diplégico.

O tratamento do crouch. Cirurgia de múltiplos níveis em um tempo, guiada pela análise de marcha:

  • alongamento dos isquiotibiais;
  • correção das torções ósseas e do pé;
  • nos casos graves, osteotomia de extensão do fêmur distal com avanço do tendão patelar.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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