Correlacione as fraturas abaixo com seus prováveis mecanismos de lesão. As imagens estão numeradas e com as respectivas idades de cada paciente

- queda da própria altura, baixa energia, trauma cotidiano
- compressão ântero-posterior, trauma direto, provável maus tratos
- torção, baixa energia
- trauma direto, torção com compressão, provável maus tratos A) I-A / II-C / III-D / IV-B B) I-C / II-B / III-A / IV-D C) I-A / II-D / III-C / IV-B D) I-C/ II-A / III-B / IV-D
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Conceito-chave
Mecanismo, idade e marcha. A pergunta que orienta a suspeita de maus-tratos é se a fratura combina com a história e com a fase de desenvolvimento. Criança que já anda sofre fraturas de baixa energia no dia a dia; lactente que ainda não anda não tem como produzir sozinho fraturas de ossos longos ou de costelas.
Lendo as imagens. Em I (3 anos), a fratura espiral da tíbia é a clássica fratura do bebê que começa a andar, por torção de baixa energia. Em II (9 meses), fraturas de costelas posteriores decorrem de compressão anteroposterior do tórax, típica de quem aperta a criança, e são altamente sugestivas de maus-tratos. Em III (5 anos), a fratura supracondiliana do úmero é a lesão típica da queda com o braço estendido, da própria altura. Em IV (4 meses), fratura de osso longo por torção e compressão num lactente que ainda não anda é, até prova em contrário, maus-tratos.
Na prova: fratura de costela ou de osso longo em quem ainda não anda é sinal de alerta; espiral da tíbia em quem começou a andar costuma ser acidental.
Como pensar cada mecanismo.
- Torção de baixa energia (I): quando a criança que está começando a andar gira o corpo com o pé preso, a tíbia sofre um momento de torção. O osso infantil, poroso e com periósteo espesso, quebra em espiral, muitas vezes sem desvio e com fíbula íntegra. É a "toddler's fracture", compatível com uma história banal e frequentemente sem queda testemunhada.
- Compressão anteroposterior (II): costelas posteriores fraturam quando o tórax é apertado entre as mãos; a costela faz alavanca sobre o processo transverso. Num bebê de 9 meses, sem trauma automobilístico grave, isso é altamente sugestivo de abuso.
- Queda da própria altura (III): a supracondiliana do úmero é a fratura mais comum do cotovelo na infância e nasce da queda com o braço estendido. Combina perfeitamente com a idade e com uma história de brincadeira.
- Torção com compressão num lactente (IV): aos 4 meses o bebê não rola com força suficiente, não anda e não sobe em nada. Uma fratura de osso longo sem trauma grave documentado exige investigação de maus-tratos.
A pergunta que organiza a análise. Não basta classificar a fratura; é preciso cruzar três informações: o tipo de fratura (qual força a produziu), a idade e o desenvolvimento motor (a criança conseguiria gerar essa força sozinha?) e a história contada (o relato explica a energia necessária?). Fraturas iguais podem ser acidentais aos 3 anos e suspeitas aos 4 meses.
| Achado | Leitura |
|---|---|
| Fratura em quem ainda não anda | Suspeita até prova em contrário |
| História ausente, mutável ou incompatível | Suspeita |
| Fraturas em diferentes fases de consolidação | Suspeita |
| Espiral da tíbia em quem começa a andar | Geralmente acidental |
| Supracondiliana após queda do brinquedo | Geralmente acidental |
Diante de suspeita, a conduta inclui inventário esquelético em menores de 2 anos, avaliação de outras lesões e notificação.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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