A luxação congênita do joelho está frequentemente associada à luxação do(a)
- quadril e pé talo vertical.
- patela e pé talo vertical.
- quadril e pé torto congênito.
- patela e pé torto congênito.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A luxação congênita do joelho. É rara. O recém-nascido nasce com o joelho em hiperextensão (recurvato), às vezes com o pé encostando na face. O espectro vai de uma simples hiperextensão até a luxação anterior completa da tíbia sobre o fêmur.
A classificação em graus.
| Grau | Situação |
|---|---|
| 1 | Hiperextensão (recurvato) simples; flexão passiva possível |
| 2 | Subluxação anterior da tíbia |
| 3 | Luxação completa: tíbia à frente do fêmur, sem contato articular |
O que mantém o joelho em hiperextensão.
- O quadríceps está encurtado e fibrótico, às vezes aderido ao fêmur. É a principal estrutura que impede a flexão.
- A cápsula anterior está contraída.
- Os isquiotibiais se deslocam para a frente do eixo de rotação do joelho, passando a funcionar como extensores, o que piora a deformidade.
- O LCA pode ser hipoplásico ou ausente.
As causas. Posição intrauterina (apresentação pélvica com as pernas estendidas, oligoâmnio), frouxidão ligamentar e síndromes (Larsen, artrogripose, mielomeningocele).
As associações: examine o quadril e os pés.
- Displasia do desenvolvimento do quadril: muito frequente, em boa parte dos casos.
- Pé torto congênito ou pé calcaneovalgo.
- Luxação do cotovelo, na síndrome de Larsen.
O tratamento. Começa logo após o nascimento.
- Manipulação e gessos seriados em flexão progressiva, ou suspensório de Pavlik nos graus leves. Os graus 1 e 2 costumam responder.
- Se a flexão não ultrapassar cerca de 30 a 90° em algumas semanas, ou no grau 3: quadricepsplastia (alongamento em V-Y do quadríceps) com liberação capsular anterior, idealmente nos primeiros meses de vida.
- A ordem importa: o joelho é tratado antes do quadril. O suspensório de Pavlik para a DDQ exige um joelho que flexione, porque os isquiotibiais tensos em extensão impedem a flexão do quadril.
O prognóstico é bom nos graus leves tratados cedo. É pior nas formas sindrômicas, como a artrogripose e a síndrome de Larsen.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo