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Questão de Doença de Legg-Calvé-Perthes (TEPOP 2024)

Ortopedia pediátricaDoença de Legg-Calvé-PerthesTEPOP 2024

Sobre a classificação de STULBERG na doença de LEGG-PERTHES o tipo

  1. II tem congruência esférica com perda da esfericidade da cabeça femoral > 2 mm.
  2. III tem incongruência esférica com perda da esfericidade do acetábulo > 2 mm.
  3. IV tem congruência não esférica com achatamento da cabeça maior que 1 cm nas áreas de carga, acetábulo achatado.
  4. V tem incongruência não esférica com cabeça femoral esférica e acetábulo achatado.
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Gabarito: C · IV tem congruência não esférica com achatamento da cabeça maior que 1 cm nas áreas de carga, acetábulo achatado.

Conceito-chave

A doença de Legg-Calvé-Perthes e a classificação de Catterall. Perthes é a necrose avascular idiopática da cabeça femoral em crescimento, típica de meninos entre 4 e 8 anos. Catterall (1971) classificou a doença pela extensão do acometimento da epífise, vista nas radiografias em AP e perfil durante a fase de fragmentação:

GrupoExtensão do acometimentoAchados
IApenas a parte anterior da epífiseSem sequestro nem colapso; metáfise preservada
IIAté metade anteriorSequestro central, com colunas medial e lateral preservadas
IIICerca de três quartosSó uma pequena parte posterior preservada; sequestro grande e alterações metafisárias
IVToda a cabeçaColapso total, achatamento e alterações metafisárias difusas

Os sinais de "cabeça em risco". Catterall descreveu ainda sinais de mau prognóstico: sinal de Gage (rarefação em V na parte lateral da epífise), calcificação lateral à epífise, subluxação lateral, horizontalização da fise e alterações metafisárias difusas.

As fases da doença (Waldenström). Inicial (esclerose e epífise menor), fragmentação (a epífise se divide em pedaços com áreas radiotransparentes), reossificação (osso novo preenche a epífise) e residual (forma final). Para responder a pergunta é preciso juntar as duas informações: quanto da cabeça está acometido e em que fase está.

A limitação. A classificação de Catterall tem baixa concordância entre observadores e só pode ser aplicada após a fragmentação. Por isso, hoje se usa mais a de Herring (pilar lateral), que tem maior valor prognóstico.

A classificação de Stulberg em detalhe. Avalia, na maturidade, a forma da cabeça e a congruência com o acetábulo, usando círculos concêntricos (gabarito de Mose):

ClasseDescrição
ICabeça normal e esférica
IICabeça esférica (encaixa no mesmo círculo em AP e perfil), mas com coxa magna, colo curto ou acetábulo vertical: congruência esférica
IIICabeça ovoide ou em cogumelo (não esférica, mas sem achatamento), com acetábulo adaptado: congruência não esférica
IVCabeça achatada, com mais de 1 cm de achatamento na área de carga, e acetábulo também achatado: congruência não esférica
VCabeça achatada com colo e acetábulo normais: incongruência não esférica

O prognóstico. Classes I e II: artrose rara na vida adulta. Classes III e IV: artrose na meia-idade (a partir dos 40 a 50 anos). Classe V: artrose precoce, antes dos 50 anos, por incongruência entre a cabeça achatada e o acetábulo redondo.

A versão modificada (Herring e colaboradores). Usa critérios mais simples, com três grupos (I e II: esférica; III: ovoide; IV e V: achatada), para melhorar a concordância entre observadores.

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